Japão admite pela 1ª vez adiar Olimpíadas de Tóquio

Shinzo Abe, chanceler japonês, fez a declaração a parlamentares do país depois que o Comitê Olímpico Internacional deu data-limite de quatro semanas para definir futuro do evento.
O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. (Foto: Issei Kato/Reuters)

Tube News, via Globo Esporte
23/03/2020  07h58m
Horas depois de o COI (Comitê Olímpico Internacional) considerar pela primeira vez o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, disse que a remarcação do megaevento pode ser considerada se a pandemia causada pelo novo coronavírus tornar impossível realizá-lo "em sua forma completa".

- Se a decisão do COI significa que é impossível manter (as Olimpíadas) em uma forma completa, talvez seja necessário tomar uma decisão para adiá-las - declarou Shinzo Abe.

O chanceler japonês também afirmou que cancelar as Olimpíadas não é uma opção. As declarações de Abe foram dadas ao parlamento do país na noite deste domingo no horário de Brasília, já manhã de segunda no Japão.

Neste domingo, o COI (Comitê Olímpico Internacional) promoveu uma reunião de emergência de seu comitê executivo e descartou um cancelamento dos Jogos Olímpico de Tóquio. A entidade definiu uma data-limite de quatro semanas para apreciar um adiamento do megaevento esportivo, marcado inicialmente para ser realizado entre 24 de julho e 9 de agosto próximos.

Em nota, o COI afirmou que "um cancelamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio não resolveria qualquer problema nem ajudaria ninguém. Portanto, um cancelamento não está na agenda".

Também foi a primeira vez que o comitê olímpico aventa o adiamento das Olimpíadas de Tóquio. Existem cenários que trabalham com a remarcação do evento para o final deste ano ou para 2021 ou 2022.

Pressão pelo adiamento

Nos últimos dias, cresceu o movimento pelo adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio. A pressão vem de atletas, comitês olímpicos nacionais e federações esportivas mundo afora. Neste domingo, o Comitê Paralímpico Internacional (IPC) declarou-se favorável a analisar um possível adiamento tanto dos Jogos Olímpicos quanto dos Jogos Paralímpicos, marcados para começar no dia 25 de agosto.

- Em relação aos Jogos, a saúde e o bem-estar de todas as pessoas presentes são a prioridade número um e tomar essa decisão é absolutamente a coisa certa a se fazer, considerando a situação sem precedentes que atualmente enfrentamos - disse o presidente do IPC, Andrew Parsons.

Quem também manifestou-se favorável ao adiamento foi o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), as federações americanas de natação (USA Swimming) e atletismo (USA Athletics) e o Comitê Olímpico Espanhol.

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