Bombardeio dos EUA em Bagdá mata general Soleimani, do Irã

Qassem Soleimani era um dos homens mais poderosos do Irã. Ataque em Bagdá matou também Abu Mahdi al-Muhandis, chefe de milícia iraquiana apoiada pelos iranianos.
Qassem Soleimani, chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, em foto de 2016 — Foto: Office of the Iranian Supreme Leader via AP, Arquivo


Tube News, via G1
03/01/2020  06h54m
O ataque a um aeroporto na capital do Iraque, na noite desta quinta, matou um dos principais generais do Irã, Qassem Soleimani. O chefe da milícia iraquiana apoiada pelos iranianos, Abu Mahdi al-Muhandis, também morreu. Em um comunicado, a Casa Branca afirmou que Soleimani estava desenvolvendo planos para atacar diplomatas americanos. O líder supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei, prometeu vingança e decretou luto de três dias.

Irã
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse nesta sexta-feira (3) que a morte de Qassem Soleimani irá dobrar a motivação da resistência contra os EUA e Israel.

“Todos os inimigos devem saber que a jihad de resistência continuará com uma motivação dobrada, e uma vitória definitiva aguarda os combatentes na guerra santa”, disse Khamenei em comunicado divulgado pela TV, no qual pediu três dias de luto nacional.

O presidente iraniano Hassan Rouhani disse que agora o país estará mais determinado a resistir aos EUA e prevê vingança.

"O martírio de Soleimani tornará o Irã mais decisivo para resistir ao expansionismo americano e defender nossos valores islâmicos. Sem dúvida, o Irã e outros países que buscam a liberdade na região se vingarão", afirmou Rouhani.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Javad Zarif, afirmou também em uma rede social que a morte de Soleimani é um "ato de terrorismo" dos EUA "extremamente perigoso e uma escalada tola".

Bombardeio
O bombardeio ocorreu no Aeroporto Internacional de Bagdá e matou também Abu Mahdi al-Muhandis, chefe das Forças de Mobilização Popular do Iraque, milícia apoiada pelo Irã, e pelo menos mais 5 pessoas.

Um porta-voz da milícia iraquiana culpou também Israel pelas mortes. Até agora, o governo de Israel não se pronunciou.

Embaixada dos EUA
A Embaixada dos EUA em Bagdá, que na terça-feira foi alvo de um ataque por uma multidão pró-Irã, pediu aos cidadãos norte-americanos que estão no Iraque que deixem o país o mais rápido possível, por via aérea ou terrestre.

A representação diplomática pediu aos americanos no Iraque que deixem o país "de avião enquanto é possível", já que o bombardeio aconteceu no aeroporto de Bagdá, ou "sigam para outros países por via terrestre".

As principais passagens de fronteira do Iraque levam ao Irã e a uma Síria em guerra, mas também há outras áreas de fronteira com Arábia Saudita e Turquia.

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