Trump ataca China, Irã e chama Maduro de fantoche de Cuba

Presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, foi o segundo a falar em debate da Assembleia Geral da ONU, depois de Jair Bolsonaro.
Trump durante discurso na ONU, em 24 de setembro de 2019 — Foto: Carlo Allegri/Reuters
Tube News, via G1
24/09/2019  12h35m
Donald Trump, presidente dos Estados Undos, discursou na ONU durante o 74º debate da Assembleia Geral nesta terça-feira (24). Ele falou logo após o do Brasil, Jair Bolsonaro.

"O ditador Maduro é um fantoche de Cuba", acusou Trump, em um discurso que também teve ataques à China, ao Irã, aos ativistas americanos que querem uma política de imigração menos restrita.

Trump disse que está comprometido a apoiar as pessoas oprimidas, "como as que vivem em Cuba, Nicarágua e Venezuela".

Depois de chamar Nicolás Maduro de ditador e fantoche de Cuba, afirmou que os EUA não reconhecem mais a autoridade do venezuelano, e que o país tem milhões de dólares para serem entregues como ajuda humanitária. "[Para isso] aguardamos o dia em que a democracia será restaurada", disse.

O "espectro do socialismo", aliado novas tecnologias, é destruidor, segundo Trump.

Reclamações contra a China

A sua primeira grande reclamação foi em relação às práticas comerciais chinesas.

A admissão da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, foi anunciada como uma forma de obrigar os asiáticos a liberar a economia e se adaptar a regras de mercado, o que, segundo Trump, não aconteceu.

"Essa teoria foi testada e está errada. A China não adotou reformas", disse ele. O presidente dos EUA acusou os chineses de terem barreiras, subsidiar fortemente sua indústria, praticar dumping, roubar propriedade intelectual e segredos de comércio em uma grande escala.

De acordo com ele, 60 mil fábricas nos EUA fecharam desde que os chineses foram admitidos na OMC.

Trump pediu uma reforma do órgão multilateral e disse que a China, a segunda maior economia do mundo, não pode ser considerada um país em desenvolvimento –eles o fazem para "trapacear no jogo", segundo o presidente americano.

Irã patrocina o terrorismo

"Uma das maiores ameaças hoje é o regime opressor no Irã", afirmou Trump.

O presidente dos EUA acusou os iranianos de patrocinar o terrorismo e incentivar guerras na Síria e no Iêmen.

Além disso, disse, o Irã está em uma busca fanática por armas nucleares. "Nós nunca podemos permitir isso", afirmou. Ele lembrou que tirou os EUA de um acordo de 2015 que tinha esse propósito, porque não eram permitidas inspeções e havia a liberação de armas balísticas.

O regime iraniano escalou suas agressões violentas e não provocadas ao atacar instalações de petróleo na Arábia Saudita, afirmou. "Nenhum país deve subsidiar a vontade por sangue do Irã", disse.

Ele ainda acusou os iranianos de serem antissemitas.

Assembleia da ONU

A abertura da assembleia foi feita pelo secretário-geral António Guterres.

Na segunda (23), houve um encontro para discutir ações que podem ser tomadas para responder às mudanças climáticas. Os EUA, que já prometeram sair do Tratado de Paris, não se pronunciaram.

Mike Pompeo, secretário de Estado, Steven Mnuchin, secretário de Tesouro, e Mike Pence, o vice-presidente, chegaram ao plenário ainda no fim do discurso de Bolsonaro.

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