Criada por KondZilla — mente criativa por trás do sucesso da cena do funk ostentação — em parceria com Guilherme Quintella e Felipe Braga, Sintonia acaba de estrear na Netflix.
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| Nando (Christian Malheiros) - Doni (MC Jottapê), e Rita (Bruna Mascarenhas) - Foto: Netflix |
Tube News, via Huff Post Brasil
16/08/2019 19h19m
Assista ao trailer:
“Os três personagens têm algo que eu gosto muito, que é a ambição. Essa vontade de correr atrás dos sonhos deles. É algo que eu mesmo levo para mim e comecei a levar ainda mais depois de fazer esse personagem. Não desistir independente de seu sonho”, disse Jottapê, que interpreta Doni, um aspirante a MC que tem muito talento, mas precisa superar algumas barreiras rumo ao sucesso, como empresários mal-intencionados e a descrença de seus pais em relação à carreira musical.
Aliás, “família” é uma palavra chave em Sintonia, que reverbera na convivência harmoniosa, mesmo que contraditória, desses três pilares tão importantes para a trama: música, crime e religião.
“Os três personagens formam uma família que eles escolheram. A família está presente na série de diferentes formas, mas tem o mesmo significado”, conta Malheiros, que interpreta Nando. Ele se tornou pai ainda muito jovem e se envereda cada vez mais pelo mundo do crime para sustentar sua família.
“O Doni e o Nando sabem mais o que querem, já a Rita, por conta da reviravolta dela, só sabe o que ela não quer. Ela está descobrindo, assim como vocês, o caminho que ela pode trilhar”, explica Bruna, intérprete de Rita, uma garota que depois de se meter em uma confusão com a melhor amiga, acaba se reaproximando da religião e passa a frequentar uma igreja evangélica, demonstrando muito interesse em crescer dentro da instituição.
A naturalidade dos personagens em lidar com mundos tão díspares dentro de um mesmo ambiente é a grande sacada de Sintonia. Mostra o quanto a periferia é isolada da sociedade como um todo, um lugar esquecido pelo Estado que segue seus próprios códigos de conduta em uma área cinzenta em que música, crime e religião coexistem com menos atritos do que se imagina.
Uma visão “de dentro” de um mundo que sofre do julgamento de quem o vê de fora. Algo que Bruna ressalta ao reponder por que o público deve ver a série: “A gente tem que se responsabilizar por nossas atitudes e entender um pouco o que está rolando com o nosso País. A gente precisa ouvir mais. Precisamos escutar o outro. Estar aberto para ouvir o que o outro tem a dizer.”

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