Crítica | The Handmaid's Tale S03E01 - "Night"

Atenção! Este conteúdo contém SPOILERS do primeiro episódio, S03E01 – "Night", da terceira temporada de The Handmaid's Tale.

06/06/2019  18h20m
Existem dois capítulos intitulados por "Night" no livro The Handmaid's Tale - O Conto da Aia e, depois do episódio finale da primeira temporada levar esse título, agora é o episódio de estreia que se chama Night, na terceira temporada. A temporada anterior deixou boa parte dos fãs enfurecidos com a decisão de June de ficar em Gilead, o episódio de abertura da nova temporada dá os primeiros passos em explicar a decisão da aia, ela abre mão da liberdade em nome da Resistência.

A temporada começa com June abandonada na estrada, um monólogo narra a fuga de Emily e Nichole para fora o Canadá. A filha mais nova está a caminho da liberdade para que ela possa ter uma vida melhor, agora a mãe pode viver - ou morrer, como ela diz a Nick - por um propósito maior. Enquanto ela diz isso, "Nolite Bastardes Carborundorum" escrito na parede. June não vai deixar ser esmagada sem lutar. A terceira temporada, claro, mostrará essa luta.

Depois que a vã vai embora, June pega carona de Joseph Lawrence e vai direto para a casa dos Mackenzies para pegar Hannah. Mas ela é interceptada pela mãe adotiva de Hannah, que se sente igualmente ligada a menina reconhecidamente adorável. As mães violam as noções de classe de Gilead para ter uma conversa comovente sobre o tópico que conhecem melhor: os amores de Hannah, os hábitos de Hannah. Em suas mentes, ambas têm reivindicações iguais à palavra "mãe".

Essa cena variada explica exatamente o que torna a estrutura social da Gilead tão espinhosa. Mulheres - todas as mulheres, desde as aias até as Esposas no topo - pagam o preço. Há muitas mulheres que querem ser mães e não têm como. Então elas brigam sobre quem fica com a experiência da maternidade. Mais tarde, neste episódio, June tem uma interação similar com Serena, enquanto elas lutam pelo destino da bebê Nichole - que ambas afirmam ser mães.

E o amor quase evaporou da casa de Waterford, mais uma vez. O Comandante Waterford está tentando inventar uma história que os poupará da Parede. O plano de Fred mostra como ele também coloca suas necessidades individuais acima das necessidades do Estado - o que já era bem evidente desde a primeira temporada. Ele decide colocar toda a culpa do esquema em Emily, alegando que ela roubou a bebê Nichole e fugiu.

Serena está fora de controle - já era hora. Uma vez tão comprometida com a causa de Gilead, foi completamente rebelde. Perder um dedo como punição por lutar pela alfabetização faria isso com você. Fred promete que ele e a Serena de nove dedos podem "voltar ao que as coisas eram". Espertamente, ela não acredita nele.

Não, a nova Serena não está totalmente desapegada de qualquer coisa próxima de lealdade ao sistema, aos seus antigos relacionamentos. Mas acende cigarros, depois coloca a casa em chamas, "Burn, motherfucker, burn./ Queimem, filhos da puta, queimem." Quando a câmera foca em seu rosto, ela é enquadrada como uma super-herói.

Depois que a casa de Waterford é incendiada, June é levada ao Centro Vermelho para a sua tortura necessária. Então, ela é enviada para seu novo posto em uma casa isolada. Ela foi separada de Nick. Ela está sozinha agora. Do tom áspero de sua voz, sabemos imediatamente a identidade do novo Comandante de June: é o comandante Joseph Lawrence - sim, o que ajudou Emily e a filha de June. Ele é o personagem que, como June, parece estar constantemente reprimindo um sorriso. Eles respondem ao absurdo de sua situação com humor indecifrável.

Mesmo que June esteja presa e as coisas normalmente sejam ruins em Gilead, pelo menos alguém escapou, Emily chega ao Canadá; pelo menos uma casa de Comandante queimou.

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