Astronautas da ISS fotografam imagem rara de vulcão em erupção

Vulcão Raikoke, localizado em uma península russa, havia entrado em erupção pela última vez em 1924.
Imagem registrada pela ISS do vulcão Raikoke em erupção. (Fonte: NASA/Divulgação)
Tube News, via TecMundo
27/06/2019  08h44m
Astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional (International Space Station/ISS) registraram raro momento em que o vulcão Raikoke entrava em erupção no último sábado (22). Satélites também observaram o fenômeno, ao avistarem uma pluma grossa — cinza gerada por erupções explosivas — que se elevava e depois se espalhava devido à circulação de uma tempestade ao norte do Oceano Pacífico. Localizado na península russa de Kamchatka, vulcão estava inativo desde 1924, o que torna o registro ainda mais único.

"O anel de nuvens brancas e fofas na base da coluna [da pluma] pode ser um sinal de ar sendo arrastado para essa coluna e para a condensação de vapor de água. Ou pode ser uma nuvem crescente de interação entre o magma e a água do mar, porque Raikoke é uma pequena ilha, e fluxos provavelmente entraram na água", declarou o vulcanologista Simon Carn à NASA.
Imagem de satélite do vulcão em atividade. (Fonte: NASA/Divulgação)
Atividade impacta clima e tráfego aéreo

Segundo a agência espacial norte-americana, satélites e centros de monitoramento do Japão e dos Estados Unidos observaram que as cinzas emitidas alcançaram entre cerca de 13 e 17 quilômetros de altitude. Plumas vulcânicas dessa grandeza são capazes de chegar à estratosfera e permanecer por lá por mais tempo, dessa forma, podem impactar o clima.

Ainda de acordo com a NASA, elas possuem "fragmentos pontiagudos de rocha e vidro vulcânico", o que pode colocar em risco aeronaves que sobrevoam as proximidades do fenômeno. Isso inclusive teria alterado a rota de dezenas de aviões com destinos entre o Japão e os Estados Unidos nos últimos dias.

Erupção não deve atingir humanos

O vulcão Raikoke está localizado nas Ilhas Curilhas, arquipélago localizado entre o extremo oriente da Rússia até parte do Japão, nas quais há outros vulcões ativos ao longo dos anos. Isso também significa que Raikoke se encontra em um espaço chamado Anel de Fogo do Pacífico, onde a placa tectônica desse oceano entra em contato com outras.

O local é conhecido por ter a maior concentração de terremotos e erupções vulcânicas do mundo. Por ser um lugar inabitado, as atividades recentes de Raikoke não devem representar perigo para humanos em terra firme.

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