Japão: Homem ataca crianças a faca e mata 2 em Kawasaki

Agressor atacou grupo de crianças que aguardava transporte escolar em um ponto de ônibus.
Bombeiros e médicos prestam socorros a vítimas de esfaqueamento em Kawasaki, no Japão — Foto: Kyodo/via Reuters
Tube News, via G1
28/05/2019  07h16m
Uma menina de 11 anos e um homem morreram no ataque com faca na cidade de Kawasaki, no Japão, em balanço divulgado pela TV japonesa NHK na manhã desta terça-feira (28). Outras 16 crianças e uma mulher ficaram feridas.

O ataque aconteceu em um ponto de ônibus de uma área residencial onde estava um grupo de crianças à espera do transporte escolar às 7h45 (18h45 no horário de Brasília).

A polícia e os bombeiros disseram que 16 crianças, um homem e uma mulher foram atingidos pelos golpes e levados para hospitais da cidade, que fica perto da capital Tóquio. A menina de 11 anos e o homem, de 39, não resistiram aos ferimentos.

Fontes próximas à investigação disseram que o homem era pai de uma das crianças feridas.

Testemunhas disseram que o agressor, um homem de idade entre 40 e 50 anos, aproximou-se das vítimas com facas nas duas mãos. Segundo a polícia, ele esfaqueou a si mesmo, na altura dos ombros e do pescoço, foi internado em estado grave e morreu mais tarde. Sua identidade não foi revelada.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, classificou o ataque como "devastador". “Precisamos manter nossas crianças seguras a todo custo. Eu instruí os ministros para tomarem medidas imediatas para garantir a segurança das crianças no momento de ir e sair da escola", afirmou.

O raro caso de violência pública no Japão, que é considerado um dos países mais seguros do mundo, provocou forte comoção. Os índices de homicídios são baixíssimos e ataques com facas são extremante raros.

Em 2016, 19 pessoas morreram após serem esfaqueadas em uma casa de repouso- o maior assassinato em massa desde o fim da 2ª Guerra Mundial.
Local onde criminoso esfaqueou crianças que esperavam ônibus para a escola em Kawasaki, no Japão — Foto: Jun Hirata/Kyodo News via AP

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