Exploradores invadem Chernobyl e fazem fotos da região

Grupo foi liderado por Ryan Longstaff, um inglês de 22 anos, que contratou guias para entrar na cidade abandonada após acidente nuclear.
Foto: Reprodução/Hit the Road
Tube News, via Hora 7
11/05/2019  07h17m
Ryan Longstaff, um explorador urbano de 22 anos, conseguiu violar a segurança de um dos lugares mais perigosos do mundo, e fez uma série de fotos alucinantes. Ele e mais três amigos entraram na Zona de Exclusão de Chernobyl, ou simplesmente a Zona.

Segundo seus relatos, ele passou quatro dias na região de 1,6 mil km², explorando uma grande porção contaminada da cidade de Pripyat, ao redor da usina nuclear.
(Todas as fotos você encontra no final da matéria).
Eles comeram rações militares e acamparam em casa abandonadas por pessoas que saíram da cidade após o acidente nuclear, ocorrido em 1986.

Ryan é controlador de serviços de crédito em Newcastle, e contratou guias em Kiev, capital da Ucrânia.

Após dormirem em um apartamento abandonado, Ryan foi explorar lugares icônicos da cidade com o grupo.

O "passeio" na cidade começou em 31 de março e terminou em 4 de abril. Segundo ele, as temperaturas chegaram a -10°C.

"Foi uma experiência inacreditável - uma viagem única na vida", disse Ryan ao jornal inglês Mirror..

Chernobyl talvez seja a região mais misteriosa e assustadora do planeta. Tema de jogos de terror (S.T.A.L.K.E.R.) e histórias onde o pesadelo adentra o real, o local se tornou um símbolo do impacto humano sobre a Natureza — a estimativa é que a região fique inabitável por 40 mil anos.

O coletivo de parkour Hit the Road, formado por quatro jovens parisienses, encarou o desafio e andou pela terra devastada da cidade ucraniana.

O grupo foi fundado em 2012 e é formado por Clément Dumais, Nico Mathieux, Paul RBD e Leo Urban. A visita a Chernobyl, feita em 2015, foi considerado um dos grandes desafios do grupo, após escalar a Torre Eiffel. O feito ainda hoje repercute na comunidade de aventureiros urbanos.

"Não sabíamos o que esperar quando fomos a Chernobyl", disse Leo no vídeo que o grupo fez sobre a aventura.

O "passeio" começou em Kiev, capital da Ucrânia, onde eles encontraram um explorador urbano local que já havia ido a Chernobyl três ou quatro vezes.

Um guia local é necessário porque há um risco duplo em Chernobyl: ser preso e condenado a prisão ou trabalhos forçados, e o risco de morrer por envenenamento por radiação.

Em Kiev eles encontraram um bunker abandonado, que foi tema de outro vídeo do grupo. Lá eles acharam máscaras e trajes feitos para resistir ataques nucleares, o maior medo de quem viveu na Guerra Fria.

"O guia já havia estado em Chernobyl e conhecia a localização dos postos policiais e como desviar deles. Além de conhecer as áreas com maior radiação", contou Paul.

Ser pego na região proibida — chamada de Zona, romances e games situados lá — garante uma prisão sem julgamento.

O grupo correu muitos riscos, pela necessidade de fazer grande parte do percurso a pé, com um mínimo de proteção.

"Algumas plantas tinham 14 vezes mais radiação que o limite de segurança. Ficamos muito assustados", afirmou.

Chernobyl por si só foi um desafio, pela necessidade do grupo estar sempre alerta e ter que andar muito.

"Não fizemos muito parkour, chegamos lá muito cansados após tanto andar", afirmou Leo.

"Em alguns momentos só queríamos voltar para casa", ressalta.

Um detalhes que mais impressionou o grupo foi como Pripyat, a cidade a cinco quilômetros de Chernobyl, que foi evacuada logo após o acidente, permanece parada no tempo.

"Foi como pisar novamente na União Soviética dos anos 80", ressalta Nico.

Tudo está parado, com vestígios do comunismo por toda parte.

Veja as impressionantes registros de Chernoby:














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