Após Kenneth, 180 mil pessoas precisam de ajuda em Moçambique

Organização Mundial da Saúde informou que pelo menos 17 hospitais foram atingidos em Cabo Delgado e regiões afastadas também foram atingidas.
Ciclone Kenneth atingiu 17 hospitais em Cabo Delgado. (Foto: Mike Hutchings/ Reuters)
Tube News, via R7
03/05/2019  06h49m
Cerca de 188.700 pessoas precisam de assistência médica ou correm risco de contrair doenças na região nordeste de Moçambique após a passagem do ciclone Kenneth, que atingiu localidades com pouca infraestrutura de água e saneamento, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (2).

Em comunicado, a OMS detalhou que pelo menos 17 hospitais foram atingidos na província de Cabo Delgado, mas o número pode aumentar à medida que se tenha acesso a áreas até agora isoladas.

"Devido à falta de acesso, ainda não sabemos o alcance total dos danos ao sistema de saúde e os riscos", afirmou a agência da ONU, que realiza avaliações com o Ministério da Saúde moçambicano.

Esse é o segundo ciclone que atinge Moçambique no último mês e meio depois do Idai, que causou mais de mil mortes neste país, no Zimbábue e no Malawi, e que uma semana depois de tocar terra ainda provoca fortes chuvas e inundações. O número total de vítimas é de 48 até agora.

Por causa das fortes chuvas, os esforços se concentram em prevenir uma possível epidemia de cólera na capital de Cabo Delgado e no distrito de Macomia. Também foi criado um hospital de campanha em Macomia com o apoio de Médicos Sem Fronteiras (MSF).

"Ainda dá tempo de controlar o risco de cólera, mas devemos agir agora", afirmou a representante da OMS em Moçambique, Djamila Cabral.

Kenneth, que entrou no nordeste de Moçambique em 25 de abril, é o ciclone mais forte a atingir a nação africana e, diferentemente do Idai, afeta principalmente áreas rurais pouco povoadas.


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