Família acha tubo de pasta antiga quase intacto em praia

Tubo recolhido no último dia 24 tinha data de fabricação de 1995. Plástico pode resistir mais de 400 anos no meio ambiente.
Tudo tinha marca de fabricação de 1995 — Foto: Denise Peixoto/Arquivo Pessoal
Tube News, via G1
01/04/2019  17h49m
Uma família encontrou um tubo de pasta de dente, que deixou de ser produzido no país há mais de duas décadas, na praia do Indaiá, em Caraguatatuba. Ao ser recolhida, a embalagem com data de fabricação em 1995, chamou a atenção pelo pouco desgaste - o tubo resistiu praticamente intacto aos efeitos do tempo.

A embalagem foi encontrada pela família da jornalista Mayara Peixoto, de 32 anos, em um domingo à tarde. Moradora do litoral norte, a família é engajada nas ações de meio ambiente e costuma recolher lixo na praia aos finais de semana, quando a cidade está mais cheia e, consequentemente, acumula mais resíduos, abandonados por banhistas.

Ela conta que estranhou ao encontrar a embalagem, mas contou que ficou chocada quando o pai percebeu que era uma embalagem de ‘Kolynus’, uma marca famosa de gel dental, dos anos 90, mas que deixou de ser fabricada desde 1997.

“Foi meu pai que percebeu que se tratava de algo muito antigo e o choque foi maior ainda quando vimos a data de fabricação da embalagem. Foi um peso porque sabemos quanto tempo o lixo é capaz de resistir, degradando o meio ambiente, mas ver na prática foi um impacto”, contou Mayara.

A embalagem de plástico pode resistir mais de 400 anos no meio ambiente. No caso do tubo de pasta de dente, ele resistiu à degradação do sal, da água, do sol e da areia preservando, inclusive, a estampa da marca.

A família recolheu o tubo no último dia 24, depois de uma temporada de chuvas, provavelmente arrastado por uma ressaca. Não é impossível saber há quanto tempo ele estava no mar ou a origem.

“Isso foi descartado de forma incorreta há muitos anos e encontrar é relembrar o quanto jogar o lixo da forma errada pode impactar gerações. Eu era uma criança quando isso foi produzido. As pessoas sabem que há coleta seletiva, onde devem descartar, mas não fazem por falta de consciência ambiental”, comenta.

O grupo guardou o tubo como relíquia e para lembrar da importância de manter o hábito de separar e recolher o lixo na praia.

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