Homem que fez 'diabo' em desfile não morreu

Mensagem falsa circula após desfile da escola de samba de SP. Integrante e coreógrafo têm sofrido ameaças e explicam que ideia não era causar polêmica.
Comissão de frente da Gaviões da Fiel representa a luta contra o pecado e a traição — Foto: Marcelo Brandt/G1




Tube News, via G1 e Fato ou Fake
07/03/2019  07h53m
Circula pelas redes sociais a informação de que o homem que fez o papel de diabo no desfile da Gaviões da Fiel morreu carbonizado. A mensagem é falsa.

O coreógrafo da Gaviões, Edgar Júnior, diz que o integrante da escola que interpretou o diabo está vivo e bem. A equipe do Fato ou Fake falou por telefone também com o rapaz. Ele não quis se identificar: diz que está amedrontado pelas ameaças que vem sofrendo em redes sociais.

Edgar Júnior, assim como o integrante que representou o personagem, também tem sofrido ameaças nas redes sociais.

"Sofri alguns insultos em redes sociais, de pessoas que desejam doença e câncer para mim", afirma Edgar Júnior. Ele diz que as ameaças partem de pessoas que não entenderam a proposta do desfile, que encena uma luta entre o diabo e Jesus.

"Sou fiel, sou cristão. Nossa intenção não era ter esse tipo de repercussão. Foi uma reflexão para que as pessoas pensassem em tudo que Jesus sofreu. O público geral entendeu a proposta", conta.

O coreógrafo diz ainda que agressores têm ido ao seu perfil para ameaçar o rapaz. "Dizem: coloca ele aqui pra gente dar um fim nele'."

Católico, o homem que fez o papel de diabo durante o desfile diz que existe dentro do enredo da escola uma batalha entre o bem e o mal e no final o bem sempre vence.

"Foi essa a mensagem que passamos e a maioria entendeu e gostou. O que está acontecendo é que um grupo de pessoas pegou uma imagem e contextualizou para o lado negativo. Estão julgando por uma única imagem."

Ele diz ter ficado assustado com a agressividade das ameaças. "Tem pessoas falando de fato que o ator deveria morrer. Chegaram a pedir para outras pessoas darem o meu nome", afirma. "Sou uma pessoa normal, trabalho, tenho família, não estou acostumado com esse tipo de repercussão."

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