Fatos de 1964 através do G1 e R7

Os diferentes posicionamentos de um mesmo fato mostram que a história depende, e muito, como ela é contada e por quem.
(Foto: Reproduções do G1 e R7)
Tube News, via trechos de reportagens do G1 e R7
31/03/2019  07h59m
Não é de hoje que TV Globo e Recod TV se enfrentam por Ibope e outros posicionamentos políticos e ideológicos.

Desde que Jair Bolsonaro autorizou homenagens ao Golpe de 1964, portais de notícias Brasil a fora tomam o tema histórico, com diferentes posicionamentos: com o G1 e o R7 não é diferente.

Veja abaixo um resumo de como o fato histórico é retratado pelo G1, o portal de notícias da Globo:
(Foto: repordução/G1)

O golpe de estado que instaurou a ditadura militar no Brasil em 1964 completa 55 anos neste domingo (31). Após o ato, iniciou-se um regime de exceção que durou até 1985. Nesse período, não houve eleição direta para presidente. O Congresso Nacional chegou a ser fechado, mandatos foram cassados e houve censura à imprensa.

De acordo com a Comissão da Verdade, 434 pessoas foram mortas pelo regime ou desapareceram – somente 33 corpos foram localizados. Em 2014, a comissão entregou à então presidente Dilma Rousseff um documento no qual responsabilizou 377 pessoas pelas mortes e pelos desaparecimentos durante a ditadura.

Nos 55 anos do golpe, o G1 recupera o conteúdo de uma reportagem originalmente publicada em 2014, meio século após aquele 31 de março.

Veja, abaixo, os principais momentos envolvidos no golpe de 1964:
O Brasil pré-1964
O golpe em 33 dias
Quem é quem: os personagens do golpe


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Veja abaixo um resumo de como o fato histórico é retratado pelo R7, o portal de notícias da Record TV:
(Foto: reprodução/R7)
Para Ives Gandra, a chegada ao poder dos militares em 1964 foi um “movimento”, e não um golpe. Isso, até 1965, com o AI2 (Ato Institucional Nº 2). “O movimento não foi um atentado à democracia, recebeu o apoio dos quatro principais jornais da época, Estado de São Paulo, Folha de São Paulo e Jornal do Brasil.

Os cinco partidos do Congresso Nacional apoiaram o movimento porque o presidente João Goulart pretendia, depois do dia 13 de março, em que ele promoveu no Rio de Janeiro a Marcha dos Sargentos, que era contra a hierarquia militar, eliminar a eleição de 1965 e instalar no Brasil uma ditadura quase que cubana”, afirma o jurista.

Veja completo no R7.



Na avaliação do historiador Marco Antonio Villa, em 1964, o que houve no Brasil foi um golpe militar que vem de uma tradição no país desde a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889.

Ele lembra as revoltas tenentistas da década de 1920, que desgastaram a República Velha e levaram Getúlio Vargas ao poder. O professor destaca a atuação dos militares em 1937, com o Estado Novo, e em 1955, com a posse de Juscelino Kubitschek.

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