O caminho da lama em Brumadinho

O incidente ocorre cerca de três anos depois do desastre em Mariana (MG) com barragem da Samarco - empresa que pertence à Vale e à BHP Billiton.
Membros de equipe de resgate carregam corpo retirado da lama dois dias depois do rompimento da barragem da Vale, em Brumadinho. — Foto: Adriano Machado/Reuters

Tube News, via G1
27/01/2019  21h40m
O rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho (MG) na sexta-feira (25) causou a destruição da área administrativa da empresa, casas e propriedades da região. O deslizamento de lama também deixou mortos e desaparecidos, além de pessoas que tiveram que deixar suas casas.

Veja abaixo o percurso da lama após o rompimento da barragem:


Segundo o presidente da Vale, o volume de rejeitos que vazou com o rompimento é de 12 milhões de metros cúbicos. Estima-se que a lama percorra 200 km de área e chegue ao rio São Franciso. Ela está descendo a Serra dos Dois Irmãos, que é rica em Mata Atlância, deve cair no rio Paraopeba, que abastece um terço da região metropolina de Belo Horizonte, e desaguar no rio São Franciso.

Mas nesse caminho a lama tem que passar pela Usina Hidrelétrica de Retiro Baixo e, por isso, espera-se que essa usina reduza a quantidade de lama que chegará ao rio São Francisco.

Quase todas as barragens da Vale no Córrego do Feijão eram consideradas de baixo risco, mas de dano potencial alto, segundo o Cadastro Nacional de Barragens da Agência Nacional de Mineração.

A barragem que se rompeu foi a 1, utilizada para disposição de rejeitos. Ela foi construída em 1976. Neste domingo (27), chegou a ser informado que havia risco de outra barragem se romper, a 6, mas horas depois a possibilidade foi descartada.

'Tragédia humana'

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, destacou em entrevista que o incidente é uma "tragédia humana". Ele afirma que a maioria dos mortos pelo desastre são funcionários e terceirizados da empresa, já que, no momento em que a área administrativa foi atingida, havia centenas de pessoas trabalhando no local. O refeitório também foi atingido, em um horário em que havia muitas pessoas almoçando.

A Vale, responsável pela barragem que se rompeu, teve R$ 11 bilhões bloqueados pela Justiça até a noite deste domingo, em três decisões diferentes, além de multas no total de R$ 350 milhões.

O incidente ocorre cerca de três anos depois do desastre em Mariana (MG) com barragem da Samarco - empresa que pertence à Vale e à BHP Billiton.

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