Homem bêbado engole peixe vivo

Segundo relatório, mesmo percebendo que havia algo errado, o paciente demorou horas para ir ao pronto-socorro, tentando resolver o problema bebendo mais cerveja.
OS RESTOS DO PEIXE AGORA ESTÃO EXPOSTOS EM MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL DE ROTERDÃ (FOTO: LINDA BENOIST)

Tube News, via Revista Galileu

27/01/2019  07h45m
Um grupo de amigos holandeses tinha o costume de engolir peixes-dourados para se entreter– isso até abril de 2016 quando, ao tentar engolir uma outra espécie, um dos homens sofreu com a vingança do peixe.

O caso ocorreu em Roterdã, na Holanda, e foi relatado pelos médicos que trataram o rapaz em um estudo recém publicado no periódico Acta Oto-Laryngologica Case Reports.

Segundo os médicos, o paciente de 28 anos engoliu um peixe da espécie Corydoras aeneus, que tem poderosos mecanismos de defesa. Apesar de ter entre cinco e oito centímetros, os animais sabem se defender: quando ficam perturbados, os peixinhos deixam suas espinhas eretas e começam a soltar veneno.

No caso de Roterdã, o espécime de Corydoras passou por maus bocados. Primeiro, um dos homens o engoliu com água mas, segundos depois, percebendo que havia algo errado, cuspiu o peixe e o colocou numa mesa. O animal, que estava agoniado, foi então levado para outro homem que, com a ajuda de cerveja, o engoliu de vez.

Mesmo vomitando líquidos e sangue sem conseguir se livrar do peixe, o paciente levou horas para ir até o pronto-socorro. Até lá, continuou tomando cerveja, sorvete e mel para tentar aliviar o mal-estar. 
MÉDICOS IDENTIFICARAM PEIXE EM PACIENTE (FOTO: LINDA BENOIST)

Caso bizarro
Quando finalmente foi ao hospital, o homem foi examinado pelos médicos, que identificaram uma estrutura de espinha de peixe em sua garganta. O pobre Corydorastinha morrido e estava na entrada do esôfago do paciente. De acordo com os médicos, o peixe provavelmente morreu sufocado.

O homem precisou passar por uma cirurgia parar remover as espinhas do peixe sem causar danos ao tecido da garganta. O procedimento foi um sucesso e ele não parece ter sofrido consequências do veneno do animal.

"Este com certeza está na minha lista de casos médicos mais bizarros que já encontrei", disse a médica Linda Benoist, do Centro Médico da Universidade de Roterdã, em entrevista ao site Live Science. Coautora do estudo, ela afirmou ainda que essa "brincadeira" de engolir peixinhos é bastante comum entre os jovens da região.

O espécime de Corydoras agora está exposto na mostra "Dead Animal Tales" (Histórias de Animais Mortos, em tradução livre), que tem várias demonstrações de interações entre humanos e animais que deram errado, no Museu de História Naturla de Roterdã.


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