Tsunami atinge a Indonésia e deixa mortos

Mais de 429 mortes foram confirmadas. Ondas gigantes ainda deixaram mais de 1.500 feridos e mais de 150 desaparecidos.
Destruição em Carita, Indonésia — Foto: AP Photo
Tube News, via G1
23/12/2018  05h59m
Ao menos 429 pessoas morreram, 150 ficaram feridas depois que um tsunmi atingiu na noite de sábado (22) o estreito de Sunda, que separa as ilhas de Sumatra e Java na Indonésia, informou neste domingo (23) a Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB). As ondas gigantes teriam sido provocadas pela erupção do vulcão Krakatoa, com um deslocamento submarino.

Onda atingiu palco, banda e público em show em praia na Indonésia:



"O número de vítimas pode aumentar, pois não nos chegaram informações de todas as áreas afetadas", afirmou em comunicado o porta-voz da BNPB, Sutopo Purwo Nugroho.

Ao menos duas ondas gigantes devastaram boa parte da região. Segundo testemunhas, a segunda onda foi muito maior e mais forte do que a primeira.

O tsunami atingiu particularmente Serang, Pandeglang e South Lampung, no o estreito de Sunda", disse Sutopo.
isão da do estreito de Sunda, na Indonésia — Foto: Reprodução / GloboNews


O distrito de Pandenglang foi o mais afetado. Lá são 33 mortos e 491 feridos até agora, além de centenas de casas e hotéis muitos danificados. A região é turística e onde estão as praias mais procuradas como Tanjung Lesung, Sumur, Teluk Lada, Penimbang e Carita.

Em South Lampung, há sete mortos e 89 feridos. Em Serang, o registro é de três mortos, quatro feridos e os dois desaparecidos.

Segundo o BNPB, em toda a região há danos graves em 430 casas e 9 hotéis. Dezenas de barcos foram destruídos ou danificados.

As ondas surpreenderam muitos habitantes, como os que estavam fazendo uma festa em frente ao mar e o tsunami levou o palanque com a orquestra e as mesas em volta.

Em Anyer, cidade litorânea de Java situada a 100 km a oeste de Jacarta, não houve forma de avisar a população porque não tinham sistema de alarme de tsunami originado por atividade vulcânica. "O sistema de alarme que temos serve para atividade tectônica mais do que vulcânica", disse Rahmat Triyono, especialista da Agência Meteorológica, Climatológica e Geofísica da Indonésia (BMKG, sigla em indonésio).
Imagem feita a partir de um vídeo mostra o vulcão Krakatoa em erupção na Indonésia em 22 de dezembro de 2018 — Foto: TV One / via AP Photo


Sutopo disse que é preciso investigar a causa do tsunami, embora tenha assinalado que o mais provável é que ele aconteceu por causa de um desprendimento de terra submarino causado pela erupção do vulcão Krakatoa e ressacas devido à lua cheia. "Aparentemente, a combinação de ambos os fatores motivou um tsunami repentino que chegou à costa".

A Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia tenta determinar as causas com a Agência de Geologia.

Sutopo publicou imagens no Twitter de momentos após a passagem das ondas:


Mais cedo, Nugroho tuitou imagens de locais sendo invadidos pela água, alegando maré alta por influência lunar.

Pouco tempo depois, novas imagens publicadas falavam em um maremoto e tranquilizavam a população da não existência de um tsunami - que veio à tona quase 8 horas depois, seguida de um pedido de desculpas e a exclusão dos posts anteriores.

Sutopo Purwo Nugroho publicou um pedido de desculpas por tentar tranquilizar as pessoas dizendo não haver um tsunami e apagou as publicações anteriores.

Um terremoto de magnitude 7,5 que sacudiu a região central da Ilhas Célebes em 28 de setembro desencadeou um tsunami que deixou 2.081 mortos e mais de 200 mil desalojados, a maioria na localidade de Palu e arredores.

Entre 29 de julho e 19 de agosto, tremores na região turística da ilha de Lombok, perto de Bali, mataram 564 pessoas e deixaram mais de 400 mil desalojados.

A Indonesia está localizada sobre o chamado "Círculo de Fogo do Pacífico", uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é sacudida por 7.000 sismos por ano, a maior parte tremores moderados.

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