Jornalista se especializa em caçar OVNIs na Antártida e Sibéria

Linda Moulton Howe é fundadora do site Earthfiles e questiona teorias científicas sobre as regiões geladas em entrevista.

Tube News, via Hora 7 e R7
13/12/2018 10h00m
Entrar no site Earthfiles.com é como viajar direto para os primórdios da Internet. Imagens borradas, palavras sombreadas e ao menos seis cores estouradas a cada rodada no scroll. É lá que a jornalista veterana Linda Moulton Howe, há 20 anos, escreve suas matérias e relatórios sobre avistamentos ufológicos, mutilações de gado, conspirações e sociedades secretas.

Linda, americana hoje com 76 anos, se descreve como “obsessiva pela verdade”. Pela quantidade de material publicado no site ela pode estar falando a verdade. Segundo dados internos, são mais de 2.500 textos criados para o site ao longo dessas duas décadas.

Além de textos, ela ainda tem um canal do YouTube, escreveu quatro livros e produziu programas premiados de TV para a Fox e a Paramount. Hoje ela mora em Albuquerque, no Novo México.

Mas Linda tem uma obsessão bem específica: a busca por OVNIs e outras anomalias no continente antártico e nos confins gelados do ártico, principalmente na Sibéria.

“É nessas terras cheias de gelo que estão uma das fronteiras inexploradas dos possíveis contatos com alienígenas”, conta Linda em entrevista.

Apenas nos últimos tempos temos fenômenos tão estranhos que até uma especialista como Linda pode encontrar dificuldades para teorizar tudo. Em 2016 foi esse enorme buraco assustador na Sibéria, descrito pelo site Motherboard como “um portal para o submundo” aberto por mudanças climáticas.


Outro local um tanto estranho que chamou a atenção de Howe em todo esse período foram as estranhas esferas da Ilha Champ, no Arquipélago Franz Josef Land, no ártico russo. A primeira citação a esses estranhos objetos naturais foi em 2001.

“Se você olhar bem, verá que são esferas perfeitas, como em nenhum outro local da natureza. A ilha sequer havia sido explorada pelo homem moderno até esse período”, comentou a jornalista.

As rochas são perfeitamente redondas e pairam sobre a superfície da ilha. Fora as pedras, nada incomum foi detectado ali.

Não existe uma versão oficial, mas Linda arrisca um chute: “Uma civilização antiga, com possível contato alienígena pode ser a responsável”.

Como era de se esperar, geólogos e antropólogos não dão muita bola para as teorias com envolvimento de civilizações desconhecidas.

Em uma de suas matérias mais icônicas, Lisa entrevistou um oficial da Marinha identificado apenas como Brian (de 59 anos) que afirma ter visto uma “entrada para uma base alienígena” na Antártica.

Eles colocaram uma série de imagens borradas capturadas no continente, deram um pouco de movimento e zoom e o resultado serviu para criar um longo burburinho sobre bases aliens no local.

O oficial entrevistado alega no vídeo que é de uma unidade chamada Sexto Esquadrão de Desenvolvimento Antártico.

E o que uma unidade com nome tão esquisito faz exatamente? Como qualquer um imagina, estreitar a colaboração entre humanos e aliens e prover segurança para instalações secretas.

O governo americano rechaça a existência de qualquer coisa nesse sentido, mas Linda continua vendo fumaça na questão. “Todas as explicações oficiais são evasivas nesse sentido”, comenta.

Algumas explicações de cientistas renomados envolvem o aquecimento global, principalmente para explicar a formação de buracos nunca vistos na região.

Mas o mundo é muito mais estranho do que imaginamos e geralmente são necessários contorcionismos amplos para explicar algumas coisas, como as já citadas. Em seu argumento, ela lembra de relatos de viajantes do século XIX sobre criaturas estranhas nas regiões árticas.

Samuel Taylor Coleridge descreveu um “albatroz gigante” em seu livro A Balada do Velho Marinheiro, de 1834, para se ter um exemplo.

A cultura ufológica moderna tratou de tornar esse fascínio pela região em uma busca por coleta de dados e testemunhos misteriosos envolvendo possíveis visitantes alienígenas.

“Hoje temos satélites e imagens de alta resolução para verificar dados”, lembra Linda.

Mesmo os ufólogos mais ferrenhos admitem que ainda que os aliens jamais tenham visitado à Terra, as regiões geladas do planeta continuarão exercendo esse fascínio. E o fato de serem extremamente inóspitas, dificulta as pesquisas para revelar algum mistério no local.


Mesmo com nossos avanços científicos, é muito provável que continuaremos sem entender exatamente o que acontece em todos esses locais, como os buracos e pedras redondas nos deixam claros.

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