Imagens de satélite indicam que o Anak Krakatau perdeu mais de dois terços de sua altura e volume após entrar em erupção.
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| Vulcão Anak Krakatau, na Indonésia, em erupção — Foto: Antara Foto/Bisnis Indonesia/Nurul Hidayat/ via REUTERS |
Tube News, via BBC
30/12/2018 07h10
Pesquisadores examinaram imagens de satélite do Anak Krakatau para calcular a quantidade de rocha e cinzas que foram lançadas no mar. Eles dizem que o vulcão perdeu mais de dois terços de sua altura e volume na semana passada.
Grande parte disso poderia ter deslizado para o mar em um único movimento. Isso certamente explicaria o deslocamento de água e a geração de ondas de até cinco metros de altura que inundaram as costas próximas de Java e Sumatra.
A agência de desastres da Indonésia afirma que mais de 400 mortes já foram confirmadas e que 20 pessoas ainda estão desaparecidas. Mais de 40 mil ficaram desabrigadas.
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| Imagens de radar do satélite JAXA's ALOS-2 mostram a ilha vulcânica Anak Krakatau em 20 e 24 de dezembro, antes e depois da erupção. — Foto: Geospatial Information Authority of Japan via AP |
Isso permitiu algumas medições iniciais da estatura perdida pelo Anak Krakatau, em particular no seu lado oeste.
O que antes era um cone vulcânico de 340 metros de altura tem hoje apenas 110 metros de altura, diz o PVMBG. Em termos de volume, 150 a 170 milhões de metros cúbicos de material foram eliminados, restando apenas 40 a 70 milhões de metros cúbicos.
Desastre havia sido previsto por cientistasQuanta massa foi perdida no dia 22 de dezembro em si e quanto disso se deu nos dias seguintes ainda é desconhecido. Os cientistas poderão ter uma ideia melhor depois de terem a oportunidade de visitar o vulcão e realizar pesquisas mais extensas.
Mas, com as erupções ainda em curso e uma zona de exclusão de segurança em vigor, ninguém pode chegar perto do Anak Krakatau.
O colapso do cone com a geração do tsunami era considerado um risco em potencial antes do último sábado.
Os cientistas haviam previsto esta possibilidade seis anos atrás e identificado que o lado oeste do Anak Krakatau como a seção com maior probabilidade de entrar em colapso.
O estudo, embora tenha simulado um evento de escala ainda maior, previu onda com altura e tempos de inundação costeira que foram semelhantes ao que realmente aconteceu.


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