Como seria se todo o gelo da Terra derretesse

Se continuarmos queimando combustíveis fósseis, o aquecimento global vai, eventualmente, derreter todo o gelo nos polos e nas montanhas, aumentando o nível do mar em 65 metros. Confira como ficaria cada continente se todos o gelo da Terra derretesse.

12/11/2018  09h55m
A foto a cima mostra o mundo tal como é atualmente, com uma única diferença: todo o gelo derreteu e escoou para os oceanos, elevando o nível deles em 65 metros. Veja como ficariam os continentes daqui a milhares de anos se o aquecimento global desenfreado acabar por derreter todo o gelo no planeta.

Há 20 bilhões de metros cúbicos de gelo na Terra, e ninguém sabe ao certo quanto tempo levaria para toda essa camada derreter. Talvez 5 mil anos, dizem alguns cientistas. Mas, se queimarmos as reservas de carvão, petróleo e gás, despejando assim 5 trilhões de toneladas de gás carbônico na atmosfera, é grande a chance de acabarmos com o gelo no planeta. Nesse caso, a temperatura média passaria a 26,6 ºC, em vez dos atuais 14,4 ºC. Imensas regiões se tornariam inabitáveis para os seres humanos e haveria ampliação das áreas desérticas.

AMÉRICA DO SUL
As bacias dos rios Amazonas, ao norte, e Paraguai, ao sul, seriam transformadas em braços do Atlântico, submergindo Buenos Aires, a costa uruguaia e parte do Paraguai. Áreas montanhosas resistiriam no litoral do Caribe e na América Central.

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AMÉRICA DO NORTE
Toda a costa atlântica iria desaparecer, assim como a Flórida e o litoral do golfo do México. Na Califórnia, as colinas de San Francisco acabariam como um grupo de ilhas. O golfo da Califórnia e estenderia ao norte, além da latitude de San Diego – mas a própria cidade já estaria debaixo d’água.
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ÁFRICA
A África perderia menos território caso o mar subisse muito, mas o aumento na temperatura global poderia tornar inabitável grande parte do continente. As neves do Kilimanjaro não vão sobreviver a nosso século.

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EUROPA
Londres? Uma lembrança do passado. Veneza? No fundo do mar Adriático. Daqui a milhares de anos, neste cenário catastrófico, os Países Baixos há muito terão sucumbido, e a maior parte da Dinamarca também. No Egito, Alexandria e o Cairo serão inundados pelo Mediterrâneo, cujas águas, cada vez mais altas, também vão ampliar os mares Negro e Cáspio.
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ÁSIA
Áreas habitadas por 600 milhões de chineses seriam inundadas, assim como Bangladesh, com 160 milhões de habitantes, e grande parte da costa da Índia. A cheia do delta do rio Mekong deixaria as montanhas Cardamom, no Camboja, ilhadas. 

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OCEANIA
A Austrália passaria a ter um novo mar interior, mas perderia a estreita faixa litorânea na qual vivem hoje quatro de cada cinco australianos.

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ANTÁRTIDA
Antártida Ocidental – Seu véu é tão extenso – contém quatro quintos de todo o gelo do planeta – que não dá para imaginá-lo derretido. Ele resistiu intacto aos períodos quentes no passado. Hoje, parece mais espesso: a atmosfera aquecida contém mais vapor d’água, que cai como neve no leste da Antártica. Mas mesmo esse manto gigantesco não resistirá a um clima tão quente quanto o do Eoceno.

Antártida Ocidental – A cobertura de gelo deve ter sido bem menor em períodos anteriores de aquecimento global. Apoiada em um leito rochoso situado abaixo do nível do mar, ela é vulnerável. O aumento na temperatura dos oceanos está derretendo suas camadas flutuantes. Desde 1992, o manto antártico perde, em média, 65 bilhões de toneladas de gelo por ano.

Reportagem publicada em 2013 na National Geographic Brasil
Fotos por Jason Treat, Matthew Twobly, Web Barr, Maggie Smith, NGM Staff
Arte por Kees Veenebos

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