Tentativa desastrada de remover baleia morta viraliza; vídeo - Tube News

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21 setembro 2018

Tentativa desastrada de remover baleia morta viraliza; vídeo

Desde 2017, mais de uma dúzia foi retirada das praias da costa atlântica dos Estados Unidos.
A REMOÇÃO DESASTRADA DA BALEIA-MINKE. (FOTO: REPRODUÇÃO / YOUTUBE)
Tube News, via  Revista Galileu
A praia de Jenness State, em New Hampshire (EUA), amanheceu naquela segunda-feira, 17 de setembro, com uma baleia-minke morta em suas areias. Ela não foi a primeira. Desde 2017, mais de uma dúzia foi retirada das praias da costa atlântica dos Estados Unidos.

Com suspeita de que tenha falecido depois de ficar presa em redes de pesca, os pesquisadores da Seacoast Science Center resolveu recolher o animal para fazer mais estudos e, quem sabe, encontrar uma forma que impeça outras baleias de seguirem o mesmo caminho.

Veja o vídeo aqui

Mas levar uma baleia que, embora tenha apelido de baleia-anã, tem 5 metros de comprimento e 1,8 tonelada para o laboratório não é uma das tarefas mais fáceis. Para a missão, um trator com pá carregadeira e uma caçamba de lixo foram escalados.

Apesar de parecer crueldade com o pobre defunto do bichinho, colocar em um container de lixo é umas das melhores opções para a insólita missão, já que impede que os fluidos escoem no meio do caminho.

O problema foi na hora de encomendar a lixeira, já que ninguém especificou o tamanho que seria necessário. Apesar de parecer grande demais para entrar dentro da caçamba, o operador do trator pensou que, com jeitinho, colocando em diagonal, ela caberia como uma luva.

Mas não coube. “O processo de remoção sofreu uma reviravolta quando o operador da carregadeira frontal abaixou a baleia para jogá-la na lixeira e ela deslizou para o lado e aterrissou no estacionamento porque era muito grande”, assim narrou o episódio o jornal local, Union Leader.


Restou ao cadáver uma noite ao relento, estirada no asfalto do estacionamento, até o dia seguinte, quando uma caçamba com tamanho apropriado chegou para que o serviço pudesse ser feito.

“Lição aprendida: precisamos especificar o tamanho exato do dumpster necessário, ao invés de apenas dizer que um dumpster é necessário para caber uma baleia”, disse Ashley Stokes, gerente de resgate de mamíferos marinhos do Seacoast Science Center, ao Boston Globe.

O caso foi registrado em vídeo, viralizou, e fez com que muitos lembrassem um outro episódio, bem mais antigo e desastrado.

É fato que baleias explodem depois que morrer. O metano da putrefação se acumula no interior do mamífero, expande quando está muito calor, até que a pressão interna seja muito grande e exploda. Veja um exemplo abaixo:

Mas em 1970, no Oregon, engenheiros do Departamento de Transporte quiseram dar uma força nesse processo natural. Para se livrar de uma cachalote, que chega a até 20 metros de comprimento, decidiram usar dinamite. A ideia era dividir a baleia em pedaços menores, que seriam devorados pelos pássaros.

Sò que exageraram na quantidade de explosivos. A bomba fez voar pedaços de baleia pelos ares, que contaminaram o entorno com tripas de baleia e um cheiro insuportável. Um carro, estacionado a dezenas de metros do local, foi esmagado por um pedaço de baleia. O episódio não deixou feridos, mas deixou as imagens para a posteridade.


Tube News, via  Revista Galileu
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