Furacão Florence - Peixes mortos aparecem em estrada dos EUA após enchentes - Tube News

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24 setembro 2018

Furacão Florence - Peixes mortos aparecem em estrada dos EUA após enchentes

Inundações secaram, mas milhares de pessoas ainda estão sob alerta porque rios continuam a subir. Passagem do furacão deixou 43 mortos nos EUA.
Foto de sábado (22) mostra peixes mortos que apareceram em estrada da Carolina do Norte após inundações causadas pelo furacão Florence secarem — Foto: Jeff Garrett/N.C. Department of Transportation via AP
Tube News, via  G1 e BBC
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Uma estrada no estado americano da Carolina do Norte ficou repleta de peixes mortos depois que as enchentes causadas pelo furacão Florence secaram. Os bombeiros de Penderlea se depararam com a cena no último sábado, na estrada Interstate 40, perto da cidade de Wallace. Eles usaram jatos de água para tirar os animais do asfalto.

Em sua passagem pelos Estados Unidos, o Florence causou inundações de rios, destruição e um balanço de 43 mortos.

"Bem, podemos acrescentar 'lavar peixes da interestadual' à longa lista de coisas de interesse que os bombeiros experimentam!", postaram os bombeiros em sua página no Facebook.
Foto de sábado (22) mostra peixes mortos que apareceram em estrada da Carolina do Norte após inundações causadas pelo furacão Florence secarem — Foto: Jeff Garrett/N.C. Department of Transportation via AP
"O furacão Florence causou inundações enormes na nossa área e fez com que peixes se deslocassem para longe de seu habitat natural, encalhando na interestadual quando a água recuou".

Mais de uma semana depois que o Florence atingiu as Carolinas, milhares de moradores ainda estão em alerta e podem precisar deixar as suas casas porque os rios continuam subindo.

Outras partes da Interstate 40 devem continuar inundadas por mais de uma semana, e centenas de estradas menores continuam intransitáveis. Outra grande estrada, a Interstate 95, foi reaberta ao tráfego na noite deste domingo pela primeira vez desde as enchentes.


Após furacão Florence, vazamentos em lagoas com fezes de porcos preocupam EUA
O pior já pode ter passado após o furacão Florence atingir os Estados Unidos, mas, no Estado da Carolina do Norte, seus habitantes ainda podem enfrentar problemas de saúde e ambientais decorrentes das inundações de fazendas de porcos causadas pela tempestade.
Carolina do Norte é o segundo maior Estado americano em criação de porcos — Foto: Edgard Garrido/Reuters
Estas fazendas têm lagoas artificiais onde são depositadas fezes destes animais, uma medida para reduzir a poluição gerada por esta que é uma das principais indústrias do Estado americano.

O Conselho Suíno da Carolina do Norte (NCPC, na sigla em inglês), que representa produtores locais, diz que vazamentos nestas lagoas são "raros", mas que há relatos de inundações em 21 das 3,3 mil lagoas existentes.

"Ainda que os fazendeiros tenham manejado o nível das lagoas antes da tempestade, uma pequena porcentagem delas foi impactada por níveis recorde de chuva", disse o NCPC.

Contato com as fezes gera riscos à saúde
O Florence chegou aos Estados Unidos na sexta-feira como um furacão de categoria 1 e foi rebaixado no domingo para depressão tropical. Apesar de ter perdido força, a tempestade causou mortes, enchentes e inundações.

Por causa dela, foram registrados danos estruturais em cinco lagoas de tratamento de dejetos na Carolina do Norte. Em três delas, houve vazamentos, mas, em duas, transbordaram apenas líquidos, e "os sólidos permanecem" em seu interior. Não há informações sobre a terceira.

O conselho disse que as outras milhares de lagoas estão em bom estado e serão inspecionadas pela autoridades competentes.

O Departamento de Qualidade Ambiental da Carolina do Norte está monitorando a situação e diz que 64 lagoas estão sob risco de vazamento.

As fezes dos animais são depositada nestas lagoas, onde se misturam com água e bactérias anaeróbicas, para serem tratadas. Esse processo faz com que elas tenham uma coloração rosa.

O receio é de que vazamentos destas lagoas gerem danos ambientais, poluindo rios, lagos e lençóis freáticos, além de causar problemas à saúde.

Ambientalistas alertaram habitantes da região a evitar o contato com esses resíduos.

As lagoas contêm bactérias, como Escherichia coli e Salmonella, e o contato com as fezes poderia afetar os rins e o estômago e gerar infecções de pele, entre outros.

Em 1999, quando o furacão Floyd atingiu o Estado, animais morreram afogados em fezes de porcos, que ainda causaram a morte em massa de peixes.

"Estamos consternados pela liberação de líquidos de algumas lagoas, mas isso resulta de uma tempestade rara, e os materiais foram muito diluídos pela água da chuva", disse o NCPC.
Há relatos de inundações em 21 das 3,3 mil lagoas de fezes existentes no Estado — Foto: REUTERS/Rodrigo Gutierrez
Furacão Florence matou milhões de animais
A Carolina do Norte é o segundo maior Estado americano em criação de porcos, atrás apenas de Iowa. Existem ali 2,1 mil fazendas de porcos, onde são criados 8,9 milhões destes animais.

A maioria das fazendas do Estado já começa a operar normalmente após a passagem do Florence, informou o NCPC.

O conselho disse ainda que, apesar de "medidas extraordinárias" terem sido tomadas por fazendeiros antes da tempestade, como mudar os porcos de lugar, houve perdas.

Cerca de 5,5 mil destes animais morreram, quase duas vezes mais do que quando o furacão Matthew atingiu a região em 2016. Fazendeiros também perderam 3,4 milhões de aves por causa do Florence.

A expectativa é que esses números aumentem conforme sejam inspecionadas fazendas que ainda não podem ser acessadas. Além disso, o nível da água em áreas inundadas continua a subir.

"Sabemos que as perdas serão significativas, porque as inundações afetaram os seis principais condados produtores do nosso Estado", disse o comissário de Agricultura da Carolina do Norte, Steve Troxler.

Pacotes com maconha aparecem em praias da Flórida após passagem do furacão Florence
Diversos pacotes contendo tijolos de cinco quilos de maconha apareceram em praias da Flórida, nos EUA, após a passagem do furacão Florence. Segundo o jornal "The Washington Post", a droga era possivelmente de um barco que foi virado durante a tempestade ou por uma entrega da droga por avião que deu errado.
Banhistas tentam pegar carregamento de maconha em praia da Flórida — Foto: Divulgação/ Flager County Sheriff
Autoridades do condado de Flagler disseram que recuperaram cerca de 45 quilos de maconha em dois dias. Os pacotes apareceram em diversas praias levados pelas fortes ondas causadas pela passagem do Florence, que tocou o solo nos EUA na sexta-feira (14).

Em St. Johns County, ao norte de Flagler, os pacotes começaram a flutuar para a superfície no fim de semana, quando um policial de folga pescou um pacote preto da água, disse o comandante de St. Johns, Chuck.

Além disso, a Guarda Costeira descobriu sete ou oito pacotes na costa de St. Johns. Não havia marcas registradas ou endereços de devolução em nenhum dos pacotes. Mulligan observou que os traficantes costumam colocar sua própria marca nos pacotes de cocaína, mas nenhum foi encontrado nos pacotes de cannabis.

Dada a localização e o tempo de descoberta dos pacotes, “provavelmente todos fazem parte do mesmo carregamento”, disse Mulligan. "A questão é, onde é que eles entraram na água?". Ele disse que os pacotes poderiam ter flutuado para o norte de tão longe como Porto Rico, e poderiam ter ficado à deriva por algum tempo.

Mulligan disse que o carregamento poderia ter vindo de um barco que virou na tempestade, ou de uma entrega de avião, onde a aeronave errou o alvo, ou simplesmente foi jogado no lugar errado pela tripulação de entrega no ar. Ou alguém sendo perseguido pela Guarda Costeira pode tê-lo jogado ao mar. "Há uma infinidade de possibilidades", disse ele.

A maconha foi entregue à Alfândega e Proteção de Fronteiras para uma investigação mais aprofundada.
Banhistas tentam levar pacotes de maconha em praia na Flórida — Foto: Divulgação/ Flager County Sheriff
Banhista preso
Em Flager, também na Flórida, alguns banhistas tentaram levar a droga, mas a polícia foi chamada. Segundo a pessoa que fez a ligação para a polícia, entre 7 e 8 pessoas disputavam um dos pacotes que surgiu na praia.

Um homem identificado pela polícia local como Robert Kelley, de 61 anos, foi preso e acusado de posse de maconha acima de 20 gramas. A maconha medicinal é legal no Estado da Flórida, mas "é ilegal" para uso recreativo, observou a porta-voz do xerife, Anna Hackett.

Outros banhistas que fugiram com alguns pacotes pequenos da droga estão sendo procurados. Uma mulher em um biquíni amarelo foi fotografada pegando pelo menos um pacote do pacote e não estava mais no local quando a polícia chegou. Ela considerada foragida pela polícia, que divulgou sua foto.

Tube News, via  G1 e BBC
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