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28 agosto 2018

Jornal Nacional entrevista Jair Bolsonaro

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, responde às perguntas de William Bonner e Renata Vasconcellos. Confira os destaques do programa.
Jair Bolsonaro. (Foto: reprodução/ G1)
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Veja a seguir as principais falas e momentos da entrevista do candidato:
"Nos últimos 20 anos, 2 partidos mergulharam o País numa crise ética e moral. Precisamos eleger presidente honesto, patriota, com Deus no coração, que jogue pesado no tocante à insegurança", diz Bolsonaro.

Jair Bolsonaro relembra que Roberto Marinho, proprietário da TV Globo, apoiou a "revolução de 1964" para rebater que houve golpe. "Roberto Marinho foi ditador ou democrata?", brada Bolsonaro.
"Que situação os militares teriam que impor numa democracia?", pergunta Bonner sobre palavras do candidato a vice de Jair, que é militar.

"Como acha que tem que tratar criminoso com fuzil? Dar florzinha nas mãos? Tem que atirar!", detona Bolsonaro. Bonner destaca sobre os inocentes que estão nas ruas.

"Esse tipo de gente [criminoso] você não pode ser tratado como pessoa normal, vítima da sociedade... Nós temos que ir com tudo pra cima deles, e permitir ao policial. Ele tem que ser condecorado e não processado", diz Bolsonaro.

"Violência se combate com energia, inteligência e, se for o caso, mais violência ainda", frase de Jair que Bonner relembra. "Como comunidades que convivem com tiroteio podem lidar com essa frase sua?", questiona.


"Estão ensinando em algumas escolas que homem e mulher tá errado", afirma Bolsonaro. Renata Vasconcellos diz que declarações de Jair contra LGBT são muitas vezes ofensivas.Bolsonaro relembra o "kit gay", material que seria distribuído em escolas públicas. "Eu estava defendendo as crianças em sala de aula", defende-se Bolsonaro.

"Um pai não quer chegar em casa e encontrar um filho brincando com boneca por influência da escola", explica Bolsonaro sobre ser contra o "kit gay".


Renata Vasconcellos lembra que a homofobia é um problema no País. "O senhor já relacionou pedofilia com homossexualidade", relembra. Bolsonaro diz que houve algo que não era "normal" na Câmara em 2010: "9º seminário LGBT infantil".


"Que tal aprovar todos os direitos trabalhistas para todos os integrantes das Forças Armadas?", ironiza Bolsonaro a William Bonner.


Bolsonaro diz que não será responsabilidade do presidente tirar direitos dos trabalhadores, mas sim do Congresso. Bonner lembra que Jair votou contra a PEC das Domésticas.

Muitas mulheres perderam emprego justamente por esse direito", justifica Bolsonaro por ter votado em 2 turnos contra a PEC das Domésticas.
"O trabalhador terá que escolher entre mais direito e menos emprego. Ou menos direito e mais emprego", diz Bolsonaro sobre direitos trabalhistas dos brasileiros.


Bolsonaro não responde à pergunta sobre como evitar a desigualdade salarial entre homens e mulheres. "Por que o Ministério Público do Trabalho não faz nada?"

Renata Vasconcellos: "Como explicar às mulheres que elas podem ganhar menos que os homens?"
Bolsonaro: "Onde você ouviu isso?"
Vasconcellos: Li e ouvi isso.
Bolsonaro: Na Luciana Gimenez?

"Bonner, quando nós nos casamos, juramos fidelidade eterna. O que vem depois não é da conta de ninguém", diz Bolsonaro.

Bolsonaro: "Tenho que confiar no Paulo Guedes como meu ministro da Fazenda, como outros ministros. Terei isenção para escolher meus ministros". "E se os senhores brigarem?", pergunta Bonner a Bolsonaro.

"Até o momento da nossa separação, nós não pensamos numa mulher reserva para isso", diz Bolsonaro sobre Paulo Guedes, indicado para ser ministro da Fazenda dele.


William Bonner insiste que Bolsonaro acumulou patrimônio milionário só com a prática política. Bolsonaro diz que "ninguém é obrigado a votar nele e nos filhos".

Renata Vasconcellos diz que Bolsonaro não abriu mão do auxílio-moradia. "Vão me desqualificar como a pejotização entre jornalistas?", retruca.

"Todo recurso que eu recebo em Brasília é para manter meu mandato, pra pagar o IPTU, condomínio", diz Bolsonaro.


William Bonner insiste que Bolsonaro acumulou patrimônio milionário só com a prática política. Bolsonaro diz que "ninguém é obrigado a votar nele e nos filhos".

"Como o senhor se apresenta como o novo, contra tudo que está aí, se o sr e sua família fizeram da política profissão?"

"Quando se fala em política, fala-se em família envolvida com escândalos. Ser honesto é obrigação."

Na semana de 17 a 21 de setembro, os presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas voltam ao Jornal da Globo, informa Bonner.

"Isso aqui tá parecendo uma plataforma de tiro de artilharia. Então, estou confortável", brinca Jair ao sentar-se na na poltrona. Bonner fala que ele poderia ter certeza que não.


Em Atualização.
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