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27 agosto 2018

Jornal Nacional entrevista Ciro Gomes

O candidato do PDT à Presidência da República é o primeiro a participar da série de entrevistas do telejornal.
Ciro Gomes. (Foto: TV Globo)
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Nesta segunda-feira, o candidato do PDT à Presidência da República foi o primeiro a participar da série de entrevistas do 'Jornal Nacional'.

Parte da conversa foi dedicada ao ex-presidente Lula. 'Para mim, ele não é um satanás, como setores da imprensa pensam, nem um deus, como religiosos da militância pensam.'

Ciro se definiu como um candidato de centro-esquerda e negou que queira 'unir as esquerdas'.

Alguns vídeos divulgados:





Ciro: 'Precisamos encerrar a luta entre coxinhas e mortadelas'

Veja pontos importantes da entrevista:
"Fui governador mais popular, prefeito de capital mais popular. Não é porque fiz milagre, é porque honro minha palavra. Vou ajudar a tirar seu nome do SPC. Se faço refinanciamento e reduzo o juro, a prestação cai. Eu vou tirar o nome do SPC mesmo", ressalta.

Renata Vasconcellos diz que Ceará passou de 19º para 2º estado mais violento sob comando de Cid Gomes, coordenador da campanha de Ciro. Ele explica que as facções criminosas chegaram ao País.

"Se você deixar falar, eu digo", responde Ciro após saraivada de questionamentos de Renata Vasconcellos e Bonner.

"Facção criminosa e narcotráfico só serão combatidos com governo federal assumindo esse combate", afirma.

Bonner já riu duas vezes na entrevista com Ciro. "Sua vida partidária é muito agitada", diz.

Bonner relembra que Katia Abreu já foi tachada pelo Greenpeace como "Miss Desmatamento" e é a favor de posse de arma. "Ela não cria um problema para você para unir as esquerdas?", questiona.

Ciro diz que quer reunir os interesses de quem produz e de quem trabalha. "É um projeto de desenvolvimento, para restaurar confiança do empresariado — para descartelizar mercados", afirma

"Kátia Abreu vem pra cá porque não é igual a mim, é porque é diferente. Ela é mulher, guerreira, ficou viúva aos 25, com um bebê na barriga. Tem uma história linda."

"Ela conhece a economia rural como poucos. Votou contra a reforma trabalhista, votou contra o impeachment, contra o golpe", afirma Ciro sobre Katia Abreu.

"Precisamos encerrar essa luta violenta entre coxinhas e mortadelas. Precisamos fazer uma reunião da nação brasileira", diz o candidato.

Ciro diz que Bolsonaro e Marina também estão isolados, sem coligações, não só ele. Ele critica a permanente confrontação de PT e PSDB e "ladroagem" envolvida na política nacional.


O âncora Willian Bonner explica por que Lula não foi convidado para sabatina no Jornal Nacional: está preso em Curitiba há mais de 4 meses.

Renata Vasconcellos começa com pergunta dura, sobre incoerência entre apoio de Ciro à Lava Jato e críticas ao "desequilíbrio" da operação e à declaração de que receberia Sérgio Moro "a bala"

"A Lava Jato só vai prestar um bom serviço para o país se for equilibrada", disse Ciro ao dizer que ninguém do PSDB foi pego pela Operação. Ainda sobre a Lava Jato, Ciro disse que ela só prestará um bom serviço como algo equilibrado. “No quadro do PSDB, nenhum deles foi preso”, lembrou.

Após lembrar acusações que recaem sobre Carlos Lupi, Bonner pergunta como Ciro se diz contra a corrupção e coloca o cargo que quiser a disposição de Lupi.


"Não ofereci nada a ninguém. O Carlos Lupi tem minha confiança cega", ressalta Ciro.

Ciro foi confrontado com a folha corrida de Carlos Lupi, presidente do PDT, que Ciro disse que terá o lugar que quiser no seu governo.

Michel “Temer é acusado de corrupção e não é o caso de Carlos Lupi”, respondeu Ciro à bancada do JN.

"Quem faz denúncia ao Ministério Público assume o ônus da prova", justifica Ciro por não ter encaminhado acusação de Sérgio Machado, que tinha esquema na Transpetro. Mas Ciro chegou a levar a denúncia ao então presidente Lula.


"William Bonner e Renata Vasconcellos mantêm a tradição das entrevistas do Jornal Nacional com Ciro: incisivos, com interrupções sistemáticas, deixando os candidatos em situação de desconforto." Vera Magalhães

"Para mim, Lula não é um satanás, como setores da imprensa pensam, nem um deus, como religiosos da militância pensam.", diz o candidato.

Ciro relembra como o desemprego era menor e situação econômica melhor na época de Lula, acenando ao eleitor do petista que deve ficar órfão se candidatura de Lula for impugnada.

Ciro reconhece que Lula foi um bom presidente para o Brasil e que o País estava com poder de compra maior há seis, sete anos. “Isso não quer dizer que deve rasgar a história ter um líder popular preso”, disse.

Sobre sua proposta de tirar o nome dos eleitores do SPC, Ciro diz que honra a sua palavra e vai ajudar a acabar com as dívidas dos brasileiros com refinanciamentos se for eleito.

Candidato Ciro Gomes ressalta como são "humilhados" aqueles inadimplentes, com nome no SPC. Ciro entrega a Bonner um livreto com instruções de como limpar nome dos devedores.

"Se você deixar falar, eu digo", responde Ciro Gomes após saraivada de questionamentos de Renata Vasconcellos e Bonner.

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