Número de mortos na Nicarágua chega a 448, diz ONG - Tube News

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26 julho 2018

Número de mortos na Nicarágua chega a 448, diz ONG

Essa já é considerada a crise mais sangrenta da história do país em tempos de paz e a mais forte desde a década de 80.
Manifestantes se abraçam perto de memorial ao estudante universitário Jonathan Morales durante protesto contra o presidente Daniel Ortega em Manágua, na Nicarágua (Foto: Oswaldo Rivas/Reuters)
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O número de mortos durante a crise sociopolítica na Nicarágua chegou a 448 no período entre 19 de abril e 25 de julho, de acordo com relatório preliminar da Associação Nicaraguense dos Direitos Humanos (ANPDH), apresentado nesta quinta-feira (26).

No último relatório apresentado pela organização, em 11 de julho, o número de mortes estava em 351 - o que mostra que os confrontos deixaram mais 91 vítimas em 15 dias. O jornal "La Prensa" informou que 399 mortos já foram devidamente identificados. Entre as vítimas, 426 são homens e 26 são mulheres.

A capital, Manágua, teve o maior número de assassinados: 189. Masaya registrou 55 e Matagalpa, 32.

Crise política
As manifestações contra o presidente Daniel Ortega, que está no poder desde 2007, começaram em 18 de abril por causa de um decreto que regulamentava a reforma da Previdência Social. Os protestos foram violentamente reprimidos.

Embora o governo tenha voltado atrás na reforma, as manifestações contra casos de abuso e de corrupção do governo prosseguiram. Essa já é considerada a crise mais sangrenta da história do país em tempos de paz e a mais forte desde a década de 80, quando Ortega também foi presidente (1985-1990).

Nesta segunda-feira (23), a estudante brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos, foi morta a tiros. O reitor da Universidade Americana em Manágua (UAM) afirmou que ela foi atingida por "um grupo de paramilitares", mas a Polícia Nacional atribuiu o crime a "um vigilante de segurança privada, em circunstâncias ainda não determinadas".

Não existe uma liderança específica dos protestos e não há um nome único que represente a oposição. As primeiras manifestações envolveram trabalhadores, indígenas e estudantes. Quando o movimento cresceu, já exigindo a renúncia de Ortega, os universitários se destacaram e se tornaram também as maiores vítimas de violência, mas diversos setores da sociedade continuam participando dos atos.

Por G1
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