DO EDIFÍCIO JOELMA A BOATE KISS: VEJA OS INCÊNDIIOS QUE ABALARAM O PAÍS

Na madrugada desta terça-feira (1º) um prédio de 24 andares pegou fogo e desabou na região do Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo.
Este é o prédio que desabou no centro de SP após incêndio. (Foto: Reprodução/Google Maps)

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Um prédio de 24 andares pegou fogo e desabou na região do Largo do Paissandu, no Centro de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (1º). O local era uma ocupação irregular, e moradores afirmam que o fogo começou por volta da 1h30 no 5º andar e se espalhou rapidamente pela estrutura. Ainda não há um balanço oficial de feridos ou vítimas.

Prédio desaba no centro de SP após incêndio: à esquerda, imóvel antes da tragédia (Foto: Reprodução/TV Globo )

Relembre outros incêndios
que abalaram o país:

Gran Circo Norte-Americano (RJ)
O maior incêndio da história do Brasil em número de vítimas ocorreu no dia 17 de dezembro de 1961, em Niterói, no Rio de Janeiro. Morreram 503 pessoas na tragédia, a maioria crianças. As vítimas assistiam a um espetáculo do Gran Circo Norte-Americano.

Adílson Alves, José dos Santos e Walter dos Santos foram condenados pelo crime. Adilson tinha sido contratado para ajudar a erguer a grande lona do picadeiro, mas se desentendeu com o dono do circo. Foi demitido e jurou vingança. Junto com os dois comparsas, usou gasolina para incendiar o circo no fim do espetáculo, com as arquibancadas lotadas.

Edifício Andraus (SP)
O Edifício Andraus, localizado na Avenida São João, região central de São Paulo, foi palco de um incêndio de grandes proporções no dia 24 de fevereiro de 1972. Em minutos, explosões fizeram a estrutura do prédio de 32 andares tremer. Foram 16 mortos e 330 feridos. Os sobreviventes foram retirados por helicópteros, no terraço e por uma ponte improvisada que uniu o Andraus em chamas a outro prédio.

Edifício Joelma (SP)
A tragédia no Edifício Joelma, também em São Paulo, é um dos casos mais emblemáticos do Brasil. No dia 1º de fevereiro de 1974, um curto circuito num aparelho de ar condicionado provocou um incêndio, que matou 188 pessoas e deixou 345 feridas.
Incêndio no Edifício Joelma, em São Paulo. (Foto: GloboNews)

A catástrofe aconteceu apenas três anos depois da inauguração do prédio de 25 andares. Pela TV, o Brasil acompanhou o desespero das pessoas que se refugiaram no topo do prédio e as tentativas de resgate feitas pelos helicópteros. Foram oito horas e meia de fogo. Cinco pessoas foram condenadas por crime de negligência e omissão, mas ninguém foi preso.

Loja de departamento (RS)
Em 27 de abril de 1976 um incêndio em uma loja de departamento, um dos principais pontos comerciais de Porto Alegre (RS), foi destruído pelas chamas. No total, 41 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas. Os helicópteros não conseguiram salvar ninguém, porque não tinham como alcançar o topo do prédio de sete andares.

Edifício Andorinha (RJ)
No dia 17 de fevereiro de 1986, o fogo destruiu o Edifício Andorinha, um prédio comercial, no centro do Rio de Janeiro. Faltaram água e equipamentos para os bombeiros. No total, 23 pessoas morreram e 40 ficaram feridas.

Canecão (MG)

Imagem da casa de show 'Canecão Mineiro' depois do incêndio de 2001 (Foto: Reprodução/TV Globo)
No dia 24 de novembro de 2001 um acidente com uma queima de fogos no palco do Canecão Mineiro, em Belo Horizonte, fez as chamas se espalharem rapidamente. A tragédia deixou sete mortos e mais de 300 feridos. A casa de espetáculos não tinha alvará. O proprietário, um produtor e dois músicos foram condenados.

Boate Kiss (RS)
Um incêndio no dia 27 de janeiro de 2013 matou 242 pessoas e feriu mais de 600 pessoas que estavam na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria (RS). O fogo teve início durante uma apresentação da banda Gurizada Fandangueira e se espalhou rapidamente pela casa noturna.
Fachada da Boate Kiss, no Rio Grande do Sul (Foto: Germano Roratto/Agência RBS)

Os principais fatores que contribuíram para a tragédia, segundo a polícia, foram: o material empregado para isolamento acústico (espuma irregular), uso de sinalizador em ambiente fechado, saída única, indício de superlotação, falhas no extintor e exaustão de ar inadequada.

Por G1
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