Crítica | The Handmaid’s Tale – 2X06: First Blood - Tube News

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28 maio 2018

Crítica | The Handmaid’s Tale – 2X06: First Blood

O final deste episódio foi épico e fez de Fisrt Blood um dos melhores já produzidos em Handmaid's Tale.
Aias na inauguração de um novo centro da Gilead. (Foto: HULU)


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Escrito por Bruce Miller e dirigido por Mike Barker, First Blood aborda uma questão importante para a série, a partir do ponto de vista da aia, criando ao mesmo tempo um jogo de identificação ou de crueldade, mostrando para o público que neste mundo existe muita coisa não dita e vivida, e que todo mundo tem duas faces para mostrar. Acompanhamos a retomada de June em relação à sua vida, bem como a relação que se dá entre June e Serena — e aqui, vale dizer, que Yvonne Strahovski rouba todas as cenas em que aparece, mesmo contracenando com um monstro como Elisabeth Moss.

É compreensível que o texto tenha que ir por um caminho mais “monótono” da vida de June. O propósito aqui é não fazer com que sua retomada de consciência e ações críticas pareçam abruptas, o que de fato seria um problema. Mas diante desse modelo geral, o que temos é um capítulo lento demais, onde pouca coisa realmente importante para a série acontece. o que não significa que os conflitos apresentados sejam ruins.

A relação entre Nick e sua esposa, de apenas 15 anos, causou muitos cometários entre os fãs. Na série há muitos elementos e situações que aconteçem na vida real, como casamentos entre adolescentes e até crianças, com homens (podem ser jovens ou muito, muito mais velhos, o que é mais comum), seguem em diversas sociedades (a Índia e os países do Sudeste Asiático ou do centro da África possuem esse costume até hoje. No Brasil, não faz muito tempo, isso era igualmente comum, especialmente na região Nordeste). Dito isto, essa dinâmica do casamento arranjado com uma adolescente é uma das coisas mais bizarras e, infelizmente, reais que temos na série, o que a torna dramaticamente muito interessante e moralmente infame.

Já o bloco de June padece justamente do propósito para o qual foi criado. Eu entendo perfeitamente o por quê do roteiro seguir esse caminho, entendo e concordo que isso tenha sido necessário para não parecer que ela “mudou do nada”, mas isso não significa que essa dinâmica funciona bem ao longo de 50 minutos.

Serena. (Foto: HULU)

As cenas da Serena trouxeram uma visão diferente para a personagem, inclusive com um flashback para sua atividade como “pregadora da palavra” (perceberam a brincadeira de tons com a fotografia? A escolha de cores-padrão para Gilead é um reflexo do mundo sem graça e desbotado dessas personagens pré-ataques), provavelmente a palavra que daria origem a Gilead. 

Ponto importante
O que fiquei confuso aqui foi o seguinte: ela não era feminista? Lembram-se daquela visita da comitiva internacional? A “vida passada questionável” de Selena não veio à tona, em uma pergunta da representante mexicana?
Novo edifício da Gilead sendo inaugurado. (Foto: HULU)

O Final épico de Fisrt Blood
Acredito que todos que estavam assistindo as cenas finais do episódio 6 da segunda temporada não imaginava o que estaria por vir. Enquanto o esposo de Serena discursava na inauguração do novo edifício da Gilead, com vários líderes, sendo ele mesmo um, várias aias assistiam do lado fora, esperando a vez de entrarem.
Comandante discursando. (Foto: HULU)

Uma delas inicia uma caminhada silenciosa e individual, com uma música de fundo de suspense. Quando entra, é advertida pelo Comandante que ainda discursava, dizendo que não era o momento para entrarem.
Aia com dispositivo na mão. (Foto: HULU)

Neste momento a aia levanta a mão, mostrando um dispositivo que, as aias do lado de fora perceberam que se tratava de uma bomba. Começam a correr enquanto em direção oposta da aia de dentro da sala que corria também, mas em direção do púlpito. Em seguida uma cena do lado de fora, as aias ainda correndo e a explosão ocorre, terminando o episódio sem deixar claro quem morreu e quem sobreviveu.

Aia com dispositivo na mão. (Foto: HULU)


Aias correm da explosão do prédio da Gilead. (Foto: HULU)
Texto possue várias trechos de autoria de Luiz Santiago, do site Plano Crítico
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