BIAL ENTREVISTA DAN BROWN, AUTOR DO BEST SELLER 'CÓDIGO DA VINCI' - Tube News

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23 maio 2018

BIAL ENTREVISTA DAN BROWN, AUTOR DO BEST SELLER 'CÓDIGO DA VINCI'

'Conversa' completa 200 edições com uma entrevista exclusiva com o autor de best-sellers como 'O Código da Vinci'.
Pedro Bial e Dan Brown. (Foto: TV Globo)

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O Conversa com Bial chegou à edição 200 nesta segunda-feira, 21/5. Para celebrar a data, o programa exibiu uma entrevista de Pedro Bial com o best-seller Dan Brown. Autor de livros como "O Código da Vinci" e "Anjos e Demônios", o escritor recebeu o apresentador na casa de seu pai, na Flórida, nos Estados Unidos. O americano contou detalhes de seu processo criativo, falou sobre futuro de seu personagem mais famoso - Robert Langdon -, elogiou o brasileiro Paulo Coelho e rejeitou o título de ateu:

"Não acho que eu saiba o suficiente para ser ateu. Me considero um agnóstico. Fico feliz em admitir que sou uma obra incompleta. Não tenho todas as respostas".

"Se alguém me perguntasse agora se deus existe, eu não saberia responder. Se tivesse que responder, diria que provavelmente não existe".

"Mas posso estar errado, espero estar errado. E, quando eu morrer, quero ir para um lugar lindo com nuvens e quero ver minha mãe de novo".

"A religião tem valor. Ela serve como a base da moralidade para muita gente e ajuda as pessoas em tempos difíceis. Ela é responsável por coisas boas e também por coisas ruins".

"O Código da Vinci"
"Houve vários fatores para ele se tornar um sucesso, mas não mereço crédito por nenhum deles".

"Um deles foi da editora, que comprou o livro apostando que seria um sucesso. Eles promoveram muito, o que ajudou demais".

"O outro fator importante foi que, por sorte, era um livro publicado no momento certo. Ele questionava a história da bíblia, que sugeria uma versão diferente dos acontecimentos".

O gosto do sucesso
"Eu havia três livros que foram fracassos de vendas. Venderam pouquíssimas cópias e sequer foram resenhados".

"Não houve críticas boas nem ruins, pois ninguém os conhecia".

"Depois de 'O Código da Vinci', esses mesmos livros passaram a vender muito bem. Mas eu já estava acostumando ao fracasso. Foi maravilhoso lançar um livro bem–sucedido".

Paixão pela criptografia
"Acho a criptografia especialmente fascinante porque eu adoro segredos e adoro linguagem. É a fusão dos segredos com a linguagem".

"É a noção do que você pode falar algo que só é entendido por uma pessoa. Todas podem ler, mas apenas uma pessoa pode entender".

Críticas
"Quando o livro saiu, as críticas foram ótimas. De repente, quando virou um grande hit, as resenhas mudaram e muitos passaram a criticá-lo. O que eu logo aprendi: não leio nenhuma crítica".

"O ideal é fechar os olhos e escrever o que você gostaria de ler e torcer para que as pessoas compartilhem de seu gosto".

Método de criação
"Tenho um mantra: se você tenta proteger o processo, o resultado vai surgir sozinho. Meu trabalho é sentar na escrivaninha, me concentrar e fazer o melhor que puder. Mais cedo ou mais tarde, você terá um manuscrito pronto".

"Escrever romance é, de certo modo, pegar uma sequência, uma cronologia que correr numa determinada direção, dividi-la em várias partes e reorganizá-la de maneira mais interessante".

"Saber começar e encerrar uma cena é algo apreendido".

"Quando começo a escrever uma história, já sei o final. As tramas nos meus livros são cuidadosamente planejadas".

"Se vai ter uma reviravolta você deve saber como será o final desde o começo".

Robert Langdon
"Ele tenta lembrar as pessoas de que as histórias religiosas são apenas isso: histórias. Os símbolos religiosos são apenas símbolos. A questão dos símbolos é que eles são muito poderosos, carregam muita informação de maneira eficiente".

"Eu tenho ideias futuras para o Langdon".

Fã de "O Alquimista"
"Eu gosto de Paulo Coelho. Só li 'O Alquimista', uma das maiores histórias de todos os tempos. É atemporal. E é muito inspirador procurar pelos símbolos que a via traz".

Visita ao Brasil
"Espero ir ao brasil em breve, nunca fui. É um crime e preciso consertar isso. Meu pai já foi várias vezes, ele fala muito bem do Brasil".

Por GShow
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