'EM GAZA, NÃO HÁ INOCENTES', DIZ MINISTRO DE ISRAEL PARA JUSTIFICAR MATANÇA

Autoridade afirma que vítimas estão ligadas ao Hamas. Trinta palestinos morreram desde o dia 30 de março.
A situação em Gaza tem piorado e autoridades das Nações Unidas alertaram que a faixa está prestes a entrar em colapso (Foto: Said Khatib/AFP)

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Na Faixa de Gaza, "não há inocentes" - declarou, neste domingo (8), o ministro israelense da Defesa, Avigdor Lieberman, ao se referir às mortes de palestinos nas últimas duas sextas-feiras, em confrontos que deixaram 28 mortos.

"Todos estão conectados com o Hamas", afirmou, referindo-se ao movimento islamista que controla o território palestino situado entre Israel, Egito e o mar Mediterrâneo. "Todos recebem um salário do grupo, e todos os militantes que tentam nos desafiar e ultrapassar a fronteira são militantes do braço armado do Hamas", afirmou Lieberman.

Em 30 de março, 19 palestinos foram mortos a tiros por militares israelenses na fronteira de Israel com a Faixa de Gaza.
Colegas do jornalista Yasser Murtaja, morto no conflito, carregam seu corpo durante funeral em Gaza. (Foto: Suhaib Salem/Reuters)

Em 5 de abril, os disparos dos franco-atiradores de elite israelenses mataram outros nove palestinos, entre eles um jornalista.

Ao todo, 30 palestinos morreram desde 30 de março por disparos israelenses: os 28 nos confrontos das últimas duas sextas e dois em outros incidentes.

Israel afirma que os soldados israelenses, que não registraram qualquer baixa, abriram fogo apenas contra palestinos que tentavam se infiltrar no território israelense e para impedir ataques.
Israel reforçou suas forças na fronteira com Gaza e avisou aos manifestantes para não se aproximarem das barreiras de segurança (Foto: Jack Guez/AFP)

Marcha do Retorno
O dia 6 de abril registrou o segundo grande protesto convocado pelo Hamas na região em uma semana. Na série de manifestações, chamada "Grande Marcha do Retorno", os palestinos repudiam o bloqueio de Israel, imposto há mais de uma década, e reivindicam o direito de retorno dos refugiados e seus descendentes às terras de onde foram expulsos ou fugiram após a criação do Estado de Israel, em 1948.

O governo israelense, no entanto, acusa o Hamas de usar os protestos para atacar a fronteira e advertiu que quem se aproximar da cerca estará colocando a vida em risco. Israel descarta ainda o direito de retorno dos palestinos, temendo que o país possa perder a maioria judaica.

Por France Presse
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