MERGULHADOR ATINGIDO POR ARPÃO NO ROSTO MORRE DURANTE CIRURGIA EM SP - Tube News

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14 março 2018

MERGULHADOR ATINGIDO POR ARPÃO NO ROSTO MORRE DURANTE CIRURGIA EM SP

Vítima foi retirada consciente do mar. Ela e um amigo estavam em uma área proibida para a pesca no Porto de Santos, no litoral paulista. Polícia e Marinha investigam o caso.
Mergulhador foi socorrido após ser atingido por arpão no Porto de Santos, SP (Foto: G1 Santos)

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O mergulhador Luiz Nascimento Góes, de 40 anos, atingido no rosto por um arpão, morreu durante cirurgia em Guarujá, no litoral de São Paulo, na noite desta quarta-feira (14). O acidente ocorreu enquanto ele e um amigo praticavam caça submarina dentro da área do Porto de Santos. Marinha e polícia investigam o caso.

O acidente aconteceu nas proximidades do costado de um terminal marítimo de grãos, na Margem Esquerda do complexo portuário, durante a tarde. Góes foi atingido pelo arpão, disparado pelo amigo, enquanto ambos estavam submersos sob o píer onde atracam os navios. A água no trecho é turva e a visibilidade prejudicada.

A vítima foi socorrida por outros mergulhadores que realizavam reparos em pilastras do costado, e levada por uma ambulância do terminal até o Hospital Santo Amaro, onde deu entrada na emergência em estado gravíssimo. No início da noite, ainda durante a cirurgia, a unidade confirmou a morte do mergulhador.

A autoridade marítima informou que está apurando as causas e responsabilidades do acidente. A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) disse que o caso também foi reportado à Polícia Civil, em Guarujá, por meio da Guarda Portuária, para que as circunstâncias também possam ser investigadas e esclarecidas.

Consciente
Ao ser retirado da água pelo amigo e os demais mergulhadores, Luiz estava consciente. Socorristas do terminal realizaram o primeiro atendimento e notaram que o arpão, de cerca de um metro de comprimento, o atingiu abaixo do olho esquerdo. Enquanto era transportado até o hospital, permanecia falando.

Nenhuma embarcação pode se aproximar da Zona Primária (costado marítimo) de qualquer terminal do Porto de Santos sem prévia autorização. Portanto, a pesca ou a prática de caça submarina torna-se ilegal nessa área. O barco utilizado pelos dois pescadores permaneceu atracado no cais.

Por José Claudio Pimentel, G1 Santos
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