'JORNAL NACIONAL' APRESENTA SEGREDOS POR TRÁS DO CINEMA - Tube News

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02 março 2018

'JORNAL NACIONAL' APRESENTA SEGREDOS POR TRÁS DO CINEMA

Oscar premia categorias técnicas muito pouco conhecidas do público.
(Foto: Reprodução/TV Globo)

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Domingo tem transmissão do Oscar na Globo e, como sempre, entre os filmes, atores e atrizes premiados, a cerimônia em Hollywood vai distribuir estatuetas para uma porção de categorias técnicas que nem sempre são conhecidas do público. Mas vale a pena entender por que elas são tão importantes.

Hollywood é manipulação. A ideia é que você mergulhe no filme e fique em estado de sonho. A história brinca com as suas emoções. E, por isso, ninguém quer que o público veja como a mágica acontece.

Ela é feita por alguns caras, que depois concorrem ao Oscar nas chamadas categorias técnicas. Mas nós vamos contar alguns segredos. Vamos chamar essa história de “Como ver Hollywood”.

Vamos começar com algo fácil de notar. A não ser que o filme tenha aqueles trajes de época elaborados, a ideia é que você não preste atenção nas roupas que os personagens usam, que elas sejam naturais na tela.


Veja a reportagem do Jornal Nacional completa:

As faxineiras de “A Forma da Água”, parece que o uniforme é delas mesmo, né? Mas o figurinista Luís Sequeira, que é descendente de portugueses e foi indicado ao Oscar de melhor figurino por esse filme, conta que não é nada disso.

“Há muitas áreas de processo, para fazer a roupa parecer antiga. Algumas vezes fizemos furos, pusemos para trás, pusemos em tintas, esfregamos com lixas, muitas coisas pra dar mesmo vida à roupa”, explica Sequeira.

Abra os ouvidos, é uma cena do filme “Corra!”

Geralmente prestamos atenção no que se passa na frente dos nossos olhos. Mas tão importante quanto o que a gente vê, é o que a gente ouve. Presta atenção. Está um silêncio enorme. E de repente, o que está ouvindo?

O barulho de uma colher numa xícara pode ser muito sutil. Mas no cinema se pode aumentar o quanto quiser.

No começo você não percebe. Mas o barulho vai deixando a cena tensa. Até que começa uma trilha suave de fundo, que, de novo, não é para você pensar: que música legal! É só para ir criando tensão. O barulho da xícara continua. Até que, de repente, o som some bruscamente e o garoto cai num abismo. Foi hipnotizado.

Assim é o trabalho da mixagem de som e da edição de som, que são fundamentais para qualquer o filme.

O crítico de cinema Eric Kohn repara também que, no começo da cena, a câmera está mais longe dos personagens e depois vai chegando cada vez mais perto.

“Isso é para que a gente vá pensando: será que algo vai acontecer aqui? Talvez sim, talvez não”, contra Kohn.

A equipe do JN pergunta para o Sidney Wolinsky, que concorre ao Oscar de edição por “A forma da Água”, se ele não quer que o trabalho dele seja visto.

“Não! As pessoas não deveriam nem perceber que um filme foi editado. É que nem uma boa trilha, você não quer que as pessoas fiquem ligadas na música, mas apenas sentindo as emoções.

O trabalho dele é montar as cenas do filme. Fazer escolhas. É que cada cena dessas é gravada muitas vezes, de vários ângulos.

“Para uma cena que vai durar dois minutos eu recebo às vezes uma hora de gravação”, diz Wolinsky.

O Sidney explica, por exemplo, que quando duas pessoas estão conversando, há câmeras apontando para os dois personagens. É ele que decide quem vai aparecer na hora, onde está a emoção. Mesmo que a pessoa não esteja falando.

Saber desses truques não estraga a mágica do cinema. Só faz a gente ficar mais atento e perceber que essa é uma arte coletiva e que esses magos merecem as estatuetas tanto quanto as pessoas que estão na frente das câmeras.


Por G1 e Jornal Nacional, TV Globo
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