ATAQUE DA TURQUIA A HOSPITAL DE AFRIN DEIXA MORTOS - Tube News

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16 março 2018

ATAQUE DA TURQUIA A HOSPITAL DE AFRIN DEIXA MORTOS

Com a ajuda de rebeldes sírios, Turquia promove ofensiva contra o território para expulsar milícia curda da fronteira.
Rebeldes sírios apoiados pela Turquia avançam nesta quarta-feira no vilarejo de Der Mismis ao sul de Afrin, na Síria (Foto: Hasan Kirmizitas/DHA-Depo Photos via AP)

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Dez pessoas morreram nesta sexta-feira (16) na cidade síria de Afrin em um bombardeio das forças turcas que atingiu o principal hospital da cidade, informa a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

A ONG, que tem sede em Londres e uma ampla rede de fontes na Síria, disse que o número de mortos pode aumentar pela gravidade dos feridos.

Ofensiva contra as YPG
Em 20 de janeiro, a Turquia lançou, com a ajuda de rebeldes sírios, uma ofensiva no território de Afrin, situado em sua fronteira.

O objetivo é expulsar da fronteira a milícia curda Unidades de Proteção Popular (YPG), considerada um grupo "terrorista" por Ancara, mas vista como uma aliada por Washington na luta contra os extremistas do Estado Islâmico na Síria.

A Turquia acusa as YPG de terem vínculos com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a organização armada dos curdos turcos que fazia uma guerra de guerrilhas.
Sírios caminham nesta sexta-feira (16) em rua da cidade de Arbin, em Guta Oriental (Foto: Abdulmonam Eassa/AFP)

Ofensiva contra Guta Oriental
Já a ofensiva do governo sírio contra a região de Guta Oriental, nos arredores da capital Damasco, deixou 80 mortos nesta sexta.

Apoiado pela Rússia, o regime sírio iniciou em 18 de fevereiro uma ofensiva de grande intensidade contra o último reduto rebelde nas proximidades de Damasco. Desde então, mais de 1.000 civis já morreram apenas nesta região.

O governo conseguiu reconquistar mais de 70% da área e os territórios que permanecem sob controle dos rebeldes foram divididos em três setores isolados, segundo o OSDH.
Homem leva um bebê dormindo dentro de uma mala de roupas em meio a dezenas de pessoas que abandonam a vila de Beit Sawa, no leste de Guta, na Síria, devido à guerra que assola a região (Foto: Omar Sanadiki/Reuters)

Os bombardeios coincidem com a saída de milhares de civis de Guta Oriental. Na quinta-feira (15), quase 20 mil civis da cidade de Hamuriyah e seus arredores, asfixiados por semanas de bombardeios e anos de cerco, fugiram da zona sul de Guta ante o avanço das forças governamentais sírias.

Por G1
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