POR QUE OS PLANETAS 'FLUTUAM' NO ESPAÇO? - Tube News

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12 fevereiro 2018

POR QUE OS PLANETAS 'FLUTUAM' NO ESPAÇO?

Tube News se deparou com esta questão e encontrou uma explicação muito clara e plausível. Afinal, o que segura todos os corpos celestes no espaço?
SpaceX lança super foguete com carro da Tesla em direção á marte. (Foto: Divulgação/SapceX)


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A estrela em que um planeta qualquer orbita cria uma espécie de “cavidade” no tecido do espaço-tempo, muito parecido com a deformação causada pelo seu corpo no elástico do trampolim. Isso é perfeitamente explicado pela Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein (que celebrou seu 100º aniversário em 2016!).

Usando a Terra como exemplo em vez do Sol, a Lua encontra-se sob a influência gravitacional da Terra, e acelera-se em direção ao centro de massa do nosso planeta (gravidade é sinônimo é aceleração). No entanto, devido à sua grande velocidade orbital, ela acaba por ficar presa entre um destino ou outro: acelerar-se até atingir o centro (o que não seria nada bom pra nós) ou se livrar da influência gravitacional da Terra, disparando-se espaço afora. Ao final, a Lua assume ‘um meio-termo’. O mesmo ocorre, por exemplo, com a Estação Espacial Internacional, que mantém-se flutuando em órbita, graças a este fenômeno, também chamado de queda livre.

Um semelhante (mas, de nenhuma maneira, o mesmo) fenômeno pode ser escrito pelo modo como os elétrons “orbitam” o núcleo. Se eles ganham energia (absorvem um fóton), se deslocam para um nível de energia mais elevado. Se eles perderam energia (emitem um fóton), se deslocam para um nível de energia mais baixo.
'Tecido' e gravidade

Níveis de energia mais baixos tiveram de ser introduzidos porque caso os elétrons realmente orbitassem o núcleo de átomos como os planetas ao Sol, ao emitir um fóton, e outro, e assim sucessivamente, de modo a causar uma cadeia perpétua de velocidades mais baixas, eles acabariam por cair/se colidir contra o núcleo. E, desde que estou vivo escrevendo esse artigo, e temos observado elétrons observando e emitindo fótons, fica claro que eles não orbitam átomos como os planetas (senão, a qualquer momento que um elétron em seu corpo emitisse um fóton, causaria uma reação entre seus átomos, colapsando tudo o que há dentro de você, não restando nada!); mas, ao invés disso, introduzindo níveis de energia distintos trabalhou (e continua a trabalhar) em descrever o comportamento dos elétrons em um átomo.

É por isso que os corpos celestes (planetas, luas, asteroides, qualquer coisa!) flutuam. Se o centro de massa a que estão orbitando desaparecesse de repente, eles iriam atirar-se livremente pelo espaço com sua velocidade instantânea de escape, viajando pelo Cosmos nessa velocidade até que uma força externa (Primeira Lei de Newton) agisse sobre eles, alterando sua aceleração, direção, ou ambos. Esta nova força a agir seria provavelmente um outro objeto de massa superior, que atrairia o corpo celeste desprendido para sua própria zona gravitacional, de modo a fazê-lo cair em uma nova órbita.

Lembre-se, embora o Sol crie uma [colossal] zona gravitacional onde a Terra se encontra presa, condenada a orbitá-lo, o nosso planeta também cria sua própria zona de atração no espaço-tempo para com a Lua, e assim, sucessivamente, para quaisquer outros satélites, planetas do Sistema Solar, exoplanetas, estrelas binárias etc.

Na verdade, podemos ir além: cada corpo definido possui sua própria zona gravitacional, assim como você. Afinal, tudo que possui massa tende a realizar certa distorção no tecido do espaço-tempo.

Tudo está caindo em direção a alguma coisa no Universo.

Por Gabriel Pietro, do site Explicando.com
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