DISCIPLINA 'GOLPE DE 2016' JÁ TEM LISTA DE ESPERA NA UnB - Tube News

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24 fevereiro 2018

DISCIPLINA 'GOLPE DE 2016' JÁ TEM LISTA DE ESPERA NA UnB

Segundo sistema da universidade, 40 pessoas aguardam vaga na disciplina, que já teve seus 50 lugares preenchidos.
(Foto: FELIPE MENEZES/METRÓPOLES)


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A disciplina Tópicos Especiais em Ciência Política 4: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil, ofertada pelo professor Luís Felipe Miguel, está lotada e já tem lista de espera. De acordo com o sistema da Universidade de Brasília (UnB), 40 estudantes aguardam desistência para cursar a matéria. O semestre letivo começará no dia 5 de março.

De acordo com a ementa, ao longo do curso, os estudantes entenderão “os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidente Dilma Rousseff (PT)”. Além disso, a matéria pretende analisar o governo presidido por Michel Temer (MDB/SP) e “investigar o que sua agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil”.
REPRODUÇÃO/UNB


A proposta da disciplina provocou turbulência no meio político. O Ministério da Educação (MEC) pediu que o Ministério Público Federal investigue a matéria. A pasta também encaminhou a mesma solicitação à Advocacia-Geral da União (AGU), ao Tribunal de Contas da União (TCU) e à Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo, segundo o MEC, é apurar se houve ou não improbidade administrativa.

O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM/PE), lamentou, por meio de nota, “que uma instituição respeitada e importante como a Universidade de Brasília adote uma prática de apropriação do bem público para promoção de pensamentos político-partidários”. “A disciplina tem indicativos de ter sido criada exclusivamente para militância partidária”, completou.

A iniciativa do MEC gerou uma reação nos partidos da oposição. O PSol do Distrito Federal protocolou, na tarde desta sexta-feira (23/2), uma representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Mendonça Filho. A sigla acusa o titular da pasta de “utilizar as prerrogativas do cargo para intimidar e ameaçar” um professor da UnB.

Universidade

Em nota, a Universidade de Brasília afirmou que a proposta de criação de disciplinas, bem como suas respectivas ementas, é de responsabilidade das unidades acadêmicas que têm autonomia para propor e aprovar conteúdos em seus órgãos colegiados.

“Além disso, a referida disciplina é facultativa, não integrando a grade obrigatória de nenhum curso. A UnB reitera seu compromisso com a liberdade de expressão e opinião – valores fundamentais para as universidades, que são espaços, por excelência, para o debate de ideias em um Estado democrático”, completou a universidade.


Por Liana Costa, do site Metrópoles
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