MORRE AOS 96 ANOS MULHER DO CARTAZ SÍMBOLO DO FEMINISMO - Tube News

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23 janeiro 2018

MORRE AOS 96 ANOS MULHER DO CARTAZ SÍMBOLO DO FEMINISMO

Ex-operária Naomi Parker Fraley serviu de modelo para imagem de 'Rosie the Riveter'. Pôster com mulher de macacão azul e bandana vermelha de bolinhas sob o slogan 'we can do it!' foi criado na década de 1940.
Pôster com imagem de ‘Rosie the Riveter’, criado na década de 1940, inspirado na imagem da operária Naomi Parker Fraley, que morreu aos 96 anos (Foto: Handout/US National Archives/AFP)

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A americana Naomi Parker Fraley, que na época da Segunda Guerra Mundial inspirou o icônico pôster "Rosie the Riveter" (Rosie, a operária), posteriormente transformado em um símbolo feminista, faleceu aos 96 anos.

O pôster de propaganda da época da guerra, feito em cores primárias, mostra uma mulher jovem vestindo macacão azul e bandana de bolinhas vermelhas e brancas, e com a manga puxada para trás, mostrando o bíceps, sob o slogan "We can do it!" (Nós damos conta!).

A imagem que promovia o trabalho das mulheres durante a Segunda Guerra Mundial foi brevemente colocada em fábricas americanas em 1943 para combater o absenteísmo e desencorajar convocações para greve.

Posteriormente, nos anos 1980, foi reintroduzida dos arquivos americanos e logo se tornou emblemática pelo papel que as mulheres tiveram nas fábricas ao substituírem os homens durante a guerra.

A imagem foi copiada, imitada e parodiada inúmeras vezes, e regularmente aparece em manifestações feministas.

No ano passado, a revista The New Yorker publicou o pôster reeditado, no qual uma mulher negra aparece fazendo a mesma pose, sendo que a bandana foi substituída por um "pussy hat" cor-de-rosa, usado durante a Marcha da Mulheres no dia da posse de Donald Trump.

Fraley teve a morte, em 20 de janeiro, confirmada pela nora, Marnie Blankenship, ao "New York Times" na segunda-feira.

Durante décadas, ela não foi reconhecida como a modelo do cartaz. Outra operária, Geraldine Hoff Doyle, foi erradamente identificada como a mulher da ilustração.

Em 2016, o acadêmico James Kimble, da Universidade Seton Hall, de Nova Jersey, publicou um relatório, apoiando a reivindicação de Fraley, que dizia ter sido a inspiração para o cartaz.

Ele descobriu uma fotografia em preto e branco de 1942 que mostra Fraley, então com 20 anos, usando a bandana de bolinhas, que segurava o seu cabelo enquanto ela operava uma máquina na fábrica de equipamentos militares de Alameda, na Califórnia, onde trabalhava.

Por France Presse