CRÍTICA | MAZE RUNNER: A CURA MORTAL - Tube News

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26 janeiro 2018

CRÍTICA | MAZE RUNNER: A CURA MORTAL

MazeRunner: Muita ação e visual caprichado no desfecho da saga.


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Estreiou dia 25 de janeiro, o episódio final de “MazeRunner”, uma das franquias baseadas em livros que contam com um futuro apocalíptico sendo revolucionado por adolescentes, uma linha que contou com a bem-sucedida “Jogos Vorazes” e a não tão relevante “Divergente”. A discussão sobre qual delas é a melhor, nós deixamos para os fãs, mas com certeza, “A Cura Mortal” é a que teve a produção mais complicada.

Três anos separam o lançamento do último filme e o segundo da trilogia que foi em 2015. Todo esse tempo se deve, principalmente, ao acidente nas gravações sofrido pelo ator Dylan O`Brien, que volta a viver o protagonista Thomas. Além de uma recuperação demorada do ator devido as fraturas de alguns ossos na face, a produção foi novamente adiada pela gravidez de Kaya Scodelario que vive Teresa, importante peça na trama dirigida por Wes Ball.

Diretor que amadureceu, nitidamente, desde o primeiro filme, em 2014, e demonstra que sabe muito bem fazer uma boa cena de ação. Fato que fica evidente na primeira sequência onde o grupo liderado por Thomas tenta libertar seu amigo Minho (Ki Hong Lee) e outros jovens presos como cobaias para experimentos da C.R.U.E.L. em um trem. A cena é de tirar o fôlego, estando apta a estar em qualquer grande filme de ação, sendo perceptível a influência de “Mad Max” nas escolhas realizados por Ball. Ação que permeará todo o caminho até o fim, o que acaba justificando o acidente sofrido por O´Brien, apesar de ter quase acabado com a carreira do jovem.

Influência de outro clássico, agora “BladeRunner”, também fica clara no visual do que, aparentemente, é a última cidade em pé da humanidade. Outro grande acerto é exatamente a exploração no início do filme com tomadas abertas, demonstrando o real cenário em que a humanidade chegou neste futuro, com prédios e estradas completamente destruídos, num capricho grande do pessoal do CGI, dando peso e detalhes que realmente te jogam naquele mundo.

Apesar destes acertos, a película sofre uma quebra de ritmo bastante perceptível, justamente quando esta cidade aparece, com a entrada de um personagem que no final não pareceu ser bem explorado. Além disso, os inúmeros falsos finais deixam quem assiste um pouco enfadado, portanto tenham paciência no terceiro ato, principalmente com as conveniências de roteiro, que, aliás, se apresentam a todo instante.

Apesar disso, “A Cura Mortal” é bastante eficiente na sua missão de encerrar com bom êxito a trilogia, apresentando uma boa dose de drama necessário para o desenvolvimento de seus personagens, que foram bem entregues, principalmente pelo carismático Dylan O´Brien e o marcante Newt, vivido por Thomas Brodie-Sangster. “MazeRunner” encerra sua corrida nas telonas com categoria suficiente para entreter seus fãs.


Por Guilherme Lourenço, do site Midiorama
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