FEITOS DA ENGENHARIA QUE TE DEIXARÃO DE BOCA ABERTA - Tube News

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11 novembro 2017

FEITOS DA ENGENHARIA QUE TE DEIXARÃO DE BOCA ABERTA

De ícones como a Golden Gate de São Francisco a projetos modernos como o Grande Colisor de Hádrons, em Genebra

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Golden Gate (Estados Unidos) 
Apresentamos grandes obras da engenharia moderna que continuam de pé e, quando inauguradas, deixaram o mundo de queixo caído. Como a Golden Gate – cujo nome quer dizer 'Portão Dourado', apesar da pintura alaranjada – sobre o estreito que dá entrada à baía de São Francisco. 


Esta ponte de 1.280 metros de comprimento que pende de duas torres de 227 metros de altura não é a maior da cidade norte-americana, mas é seu principal ícone. Construída entre 1933 e 1937 por um número indeterminado de trabalhadores, 11 dos quais morreram em acidentes de trabalho, ela se tornou a maior obra de engenharia da época. Quando foi inaugurada, o San Francisco Chronicle escreveu: “Um harpa de aço de trinta e cinco milhões de dólares!”. Hoje custaria 1,2 trilhão de dólares.


Elevador Bailong (China) 
Construção que bate três recordes na China, o país asiático da megalomania: o elevador Bailong (dos Cem Dragões, em chinês) é o elevador externo para turistas mais alto do mundo. Também é o mais rápido e o de maior capacidade destinado a passageiros. 


Está ancorado em um despenhadeiro no Parque Nacional de Zhangjiajie, dentro de um território dominado por enormes pilares rochosos que inspirou as montanhas pendentes do filme Avatar, declarado patrimônio mundial. Há quem o critique por destruir a paisagem e quem saia extasiado da subida de 326 metros até o topo, com suas vistas espetaculares.


Gemini Wind Farm (Holanda) 
Desde maio de 2017, os holandeses se dedicam a cultivar ar além de tulipas. O Gemini Wind Park é uma fazenda eólica aquática situada na região com ventos mais fortes e mais constantes do Mar do Norte, a 85 quilômetros da costa holandesa. 


Este parque eólico de 600 megawatts de capacidade, o segundo maior da Europa (e do mundo) está dividido em duas partes, daí o Gemini (gêmeos) de seu nome: 75 turbinas estão ao norte de Ameland e outras tantas a 55 quilômetros de Schiermonnikoog (ambas nas Ilhas Frisias Ocidentais).


Canal do Panamá 
Desde 1º de novembro circula no Panamá uma coleção de moedas comemorativas do Canal, que celebrou seu centenário em 2014 e foi ampliado em junho de 2016. 


O Canal do Panamá, construído em uma das áreas mais estreitas do continente americano para unir o Atlântico e o Pacífico, percorre mais de 80 quilômetros a 26 metros sobre o nível do mar: um sistema de eclusas eleva o navio do oceano até o lago artificial de Gatún, para depois fazê-lo descer até o nível do outro oceano. Os centros de visitantes de Agua Clara e Miraflores (na foto) oferecem informação e muitas vistas ao viajante.

Aeroporto internacional de Kansai (Japão) 
Osaka precisava de uma nova infraestrutura aeroportuária mas, como as demais cidades do Japão, tinha problemas de espaço. Assim, a maioria das 10.000 pessoas que visitaram o aeroporto internacional de Kansai no primeiro mês após sua inauguração, em setembro de 1994, só queria conhecer de perto a espetacular solução: construir o primeiro aeroporto flutuante do mundo, desenhado pelo arquiteto Renzo Piano. 


Descansa em uma ilha artificial de quatro quilômetros de comprimento por 1,2 de largura, ancorada no fundo da baía de Osaka, a cinco quilômetros da costa, e ligada a ela pela ponte Porta do Céu.


Grand Canyon Skywalk (Estados Unidos) 
Trata-se de uma plataforma ou passarela de vidro situada a 1.300 metros de altura sobre o abismo na zona oeste do Grand Canyon, no Arizona. 


Em forma de ferradura, o Grand Canyon Skywalk não conecta as duas bordas da garganta, mas permite ao visitante caminhar uns 20 metros sobre o abismo com o rio Colorado ao fundo. Este impressionante mirante foi inaugurado em 2007 e é administrado pela tribo Hualapai, que cobra a entrada.


Grande Colisor de Hádrons (Genebra, Suíça) 
A Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear, conhecida como CERN (na sigla em francês), é o maior laboratório de pesquisa em física de partículas do mundo, construído em 1954 perto de Genebra e da fronteira com a França, sob o auspício de 12 países europeus (a Espanha se uniu em 1961). 


Conta com vários aceleradores de partículas, entre eles o Grande Colisor de Hádrons, que confirmou a existência do bóson de Higgs. Mas, o que é o bóson de Higgs e o que nos diz sobre a origem do Universo? Para responder a essa e outras perguntas há duas exposições permanentes e visitas gratuitas guiadas pelos próprios cientistas do CERN.


Ferrovia White Pass & Yukon (Canadá) 
Considerada uma das 36 maravilhas da engenharia civil, a ferrovia White Pass & Yukon continua em funcionamento como linha turística. Começou a ser construída em 1898 pela necessidade de conectar os campos de ouro do Alaska ao noroeste do Canadá. 


A bitola estreita permitia curvas mais fechadas, algo muito necessário tendo em conta o território escarpado que atravessa: geleiras, gargantas, cataratas, desníveis, túneis, pontes pênseis. Sua extensão total, 177 quilômetros, foi completada no verão de 1900: a obra, que chegou a ser considerada impossível por muitos, foi concluída em 26 meses.


Torre CN (Canadá) 
A Torre Nacional do Canadá, ou Torre CN, eleva-se a 553,33 metros de altura em pleno centro de Toronto, com o restaurante 360°, um mirante panorâmico a 447 metros, e a ponta da antena de transmissão no topo. 


Oferece uma excelente vista da cidade e do lago Ontario e organiza experiências como visitas noturnas. Foi inaugurado em junho de 1976 para resolver os problemas de comunicação causados pela proliferação de arranha-céus cada vez mais altos. A Sociedade Norte-americana de Engenheiros Civis catalogou-a como uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno.


Ilhas Palmeira (Dubai) 
Uma ilha artificial em forma de palmeira no Golfo Pérsico. Um projeto de enorme complexidade técnica? Ostentoso? ‘Kitsch’? Muito impacto sobre a ecologia marinha local? Pois Dubai, em vez de uma, construiu três: Palm Jumeirah (na foto), a primeira e a menor delas; Palm Jebel Ali e Palm Deira. 


Todas têm um tronco, onde se localiza o acesso principal; a folhagem, de uso residencial e carregada de ‘frutos’ em forma de casas e apartamentos, centros comerciais, parques temáticos e hotéis de luxo. Todo o complexo é rodeado por uma lua crescente que funciona como um gigantesco quebra-mar. O conjunto aumenta o litoral do emirado árabe em mais de 520 quilômetros.


Ponte da ilha de Russki (Rússia) 
Quando foi inaugurada para a reunião do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico em Vladivostok (Rússia) em 2012, esta ponte estaiada passou a ser a mais extensa de sua categoria, com as torres mais altas e os cabos mais longos. Atravessa o estreito do Bósforo Oriental, ligando a ilha de Russki a Vladivostok, cidade de que se tornou símbolo. 


Foi projetada para suportar condições climáticas extremas: as temperaturas oscilam entre os 31 graus negativos e os 37 graus, os ventos sopram a mais de 100 quilômetros por hora, há ondas enormes e no inverno a superfície do mar congela.

Ferrovia Transiberiana (Rússia) 
A linha férrea que liga Moscou, capital da Rússia, no continente europeu, a Vladivostok, na costa do mar do Japão, é a mais longa do mundo: percorre 9.288 quilômetros e oito fusos horários. A rota principal foi inaugurada em 21 de julho de 1904, depois de treze anos de obras; toda uma proeza com os recursos disponíveis entre o fim do século XIX e o início do XX. 


Adentra o coração da Siberia e se tornou uma meca dos viajantes, mas a Transiberiana é, principalmente, uma rota comercial que une o vasto país de oeste a leste e que continua sendo muito utilizada pelos russos em suas viagens domésticas.


A nova ponte flutuante SR520 (Estados Unidos) 
Um dos últimos marcos da engenharia contemporânea é a nova ponte flutuante sobre o lago Washington da rodovia estadual SR520, inaugurada em 2016, que une as cidades de Seattle e Bellevue e substitui a ponte anterior, de 1963. 


É mais larga, com uma via para bicicletas e pedestres e a mais longa do mundo em sua categoria. A estrutura reforçada com pilares de estabilidade ganhou, em 2017, o Prêmio Nacional de Engenharia dos Estados Unidos.


G-Cans Project (Japão) 
A 40 metros abaixo de Edogawa City, na região de Saitama, um dos grandes setores de Tóquio (Japão), existe uma cidade subterrânea futurista chamada de Catedral por suas 59 colunas de 500 toneladas de peso cada uma. 


É o G-Cans Project, o maior e mais sofisticado sistema existente para desviar e canalizar as águas de uma inundação. Cinco silos de 32 metros de diâmetro, conectados por uma rede de túneis de 6,4 quilômetros de extensão e um tanque principal de 177 metros de comprimento por 25 de altura e 78 de profundidade. Está preparado para enfrentar um tsunami, mas sua eficácia só será comprovada em caso de catástrofe. Enquanto isso, já foi cenário de anúncios e filmes e a visita é grátis.


Grande Ponte Danyang-Kunshan (China)
 
Com seus 164,8 quilômetros, a grande ponte Danyang-Kunshan é a mais longa do mundo. Esta campeã absoluta está localizada entre Xangai e Nanguim, na província chinesa de Jiangsu, e é parte da rodovia que liga Pequim a Xangai. 


Passa por diversas cidades – Danyang, Changzhou, Wuxi, Suzhou, Kunshan –, por paisagens de arrozais, terras baixas, rios e lagos, e por nove quilômetros flutua sobre as águas do lago Yangcheng. A obra começou em 2008 e foi inaugurada em 2011.


Lago Kariba (fronteira entre Zâmbia e Zimbábue) 
O maior lago artificial da África inundou a garganta de Kariba, no curso do rio Zambeze, em 1959. O lago, na fronteira entre Zâmbia e Zimbábue (onde se encontram as infraestruturas turísticas), tem 280 quilômetros de comprimento e chega a alcançar os 40 quilômetros de largura. 


Uma imensidão de águas turvas onde nadam hipopótamos e crocodilos (estima-se uma população de 25.000 exemplares). O pôr-do-sol é um espetáculo à parte.


Eurotúnel (França e Inglaterra)
 
O sonho de Napoleão e da Inglaterra vitoriana se tornou realidade em 6 de maio de 1994, quando foi inaugurado o Eurotúnel, túnel ferroviário que atravessa o Canal da Mancha e une Coquelles, em Calais (França) a Folkestone (Reino Unido). 


Ficavam para trás mais de cinco anos de obras e o esforço de mais de 13.000 trabalhadores de ambos os países. À frente, pouco mais de cinquenta quilômetros de percurso, dos quais 39 quilômetros são submarinos. A viagem dura 35 minutos e pode ser feita no Eurostar ou em um trem Shuttle que transporta veículos.

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