CRÍTICA | THE WALKING DEAD 8x03: MONSTERS - Tube News

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06 novembro 2017

CRÍTICA | THE WALKING DEAD 8x03: MONSTERS

Produtores da série entregaram um dos piores episódios da história; entenda porque.

Morales e Rick. (Foto: AMC)

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Eu estava gostando desse início de temporada de The Walking Dead, ao contrário de muitos. O ritmo estava consistente, a ação estava eletrizante e a série dava indícios de que estava seguindo em frente com o plano de Rick. Mas nesse 8×03: Monsters as coisas deram uma bela esfriada como a série já mostrou que sabe fazer bem.

Começando com uma montagem inicial esquisitíssima envolvendo Ezequiel e sua trupe, o episódio começou a alternar entre tramas lentas e desnecessárias, que tiram o foco do objetivo principal – desde Rick e Morales (numa ladainha anticlimática), a fraca despedida de Aaron e o Eric (ele larga o cara lá e depois volta pra chorar?) etc. Será que teremos que aguentar 16 longos capítulos à 0h30 de domingo pra segunda e o hiato de fim de ano pra ver Negan finalmente sucumbindo? Eu sinceramente espero que não.

Foi um episódio com uma direção desleixada de Greg Nicotero (especialista em maquiagem prostética da série). As cenas de tiroteio, bem coordenadas nos primeiros capítulos, aqui soaram gratuitas e apenas para preencher tempo de tela. Já as de ação com zumbis começavam e terminavam abruptamente sem preparação alguma, como aquela em que eles desciam rolando pelo morro.

O roteiro também mostrou sinais de inconsistência (mais uma vez) com aquele embate imbecil entre Morgan e Jesus. Ora, há uma temporada e meia, Morgan estava na mesma vibe de Jesus e agora, só pra criar um momento de luta besta na floresta, inventam esse confronto raso e efêmero com direito à PIOR linha de diálogo que vi esse ano:

“Eu não estou certo. 
Eu não estou certo, 
mas isso não me faz 
estar errado”.

É impressionante que existe pelo menos uma sala lotada de pessoas supostamente aptas e pagas para entregar roteiros assim. Sim, eu devia ter desconfiado que a série iria baixar a guarda e entregar um episódio fraco (pra muitos os dois primeiros foram, mas discordo). Aliás, os problemas de montagem retornaram na cena entre Maggie e Gregory, que possui um salto temporal inexplicável e sem a menor conexão com a cena anterior (cogitei até mesmo que fosse um erro na transmissão).

Esse foi um dos piores episódios recentes da série, incluindo toda a sétima temporada. Arrastado, desinteressante, cansativo e até maniqueísta (aquela cena do bebê dado pro Aaron, really?). Nem o ensaio de tensão logo no final com Ezekiel quase executado ajudou.

The Walking Dead voltou pro ponto morto.

Texto de Bruno Carvalho, do Ligado Em Série
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