TRUMP ENFRENTA PROTESTOS AO VOLTAR Á TRUMP TOWER PELA 1ª VEZ APÓS POSSE - Tube News

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14 agosto 2017

TRUMP ENFRENTA PROTESTOS AO VOLTAR Á TRUMP TOWER PELA 1ª VEZ APÓS POSSE

Mais de mil pessoas se reuniram em frente à residência do presidente em Nova York horas antes de sua chegada. Cartazes faziam alusão a grupos de supremacia branca e nazistas; inflável caracterizou Trump como rato.

Manifestantes exibem cartazes contra o movimento de supremacistas brancos do lado de fora da Trump Tower, em Nova York, na segunda (14) (Foto: Reuters/Shannon Stapleton)

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Manifestantes e um forte esquema de segurança se prepararam para receber Donald Trump em seu primeiro retorno à sua residência em Nova York após assumir a presidência, nesta segunda-feira (14).

Segundo a agência Associated Press, mais de mil manifestantes se posicionaram perto das barreiras instalados pela polícia nas ruas ao redor da Trump Tower desde a manhã de segunda, horas antes de sua chegada.

Além disso, uma caricatura inflável, com Trump retratado como um rato, foi exposta próxima ao prédio.

Pessoas fotografam inflável que caracteriza o presidente dos EUA, Donald Trump, como um rato, exposto em frente a Trump Tower, em Nova York, durante protesto na segunda (14) (Foto: AP Photo/Craig Ruttle)

A polícia instalou caminhões com banheiros químicos em uma espécie de barreira ao redor do edifício, e camadas de cercas de metal ao redor da entrada principal.

Pelo menos uma manifestante foi derrubada e detida por policiais, em frente à porta da luxuosa loja da Prada, em frente à Trump Tower, constatou um jornalista da AFP.

"Só estava protestando pacificamente!", queixava-se a mulher, de uns 50 anos. "A quem vocês servem? A quem protegem?" - gritava a multidão indignada, em uníssono, dirigindo-se à Polícia.

Manifestante exibe cartaz com Trump usando um bigode semelhante ao de Hitler em frente à Trump Tower, em Nova York, na segunda (14) (Foto: Orlando Moreira/TV Globo)

Muitos dos manifestantes exibiam cartazes com críticas ao presidente e sua reação às manifestações de um grupo nazista e de supremacistas brancos, em Charlottesville, na Virgínia.

"Estou aterrorizada com o país que nos tornamos, pelo fato de que os supremacistas brancos, os nazistas, os antissemitas se sentem legitimados pelo nosso presidente", disse à AFP Lynn Gray, uma ex-banqueira nova-iorquina de 68 anos que fundou sua própria empresa e que levava no pescoço um pingente com uma estrela de Davi sobre um Hamsá, ou mão de Fátima.

Manifestantes exibem cartazes contra movimento nazistas e de supremacistas brancos do lado de fora da Trump Tower, em Nova York, na segunda (14) (Foto: AP Photo/Andres Kudacki)

"Está destruindo tudo o que nossos Pais Fundadores fizeram", reclamou a mulher na Quinta Avenida, onde as lojas de luxo não fecharam as portas, mas estavam vazias.

Nesta segunda, dois dias de Heather Heyer morrer atropelada por um jovem que jogou seu carro contra pessoas que protestavam contra a marcha dos supremacistas, Trump disse que neonazistas, KKK e grupos que pregam supremacia branca são 'repugnantes'. “O racismo é maligno e aqueles que causam violência em seu nome são criminosos e bandidos, incluindo a Ku Klux Klan, os neonazistas e os militantes da supremacia branca, além de outros grupos de ódio, que são repugnantes a tudo que nós mais valorizamos na América”, disse.

Antes, porém, o presidente vinha sendo criticado inclusive por membros de seu partido por sua resposta inicial ao caso. No sábado, o republicano afirmou em sua conta oficial no Twitter: "Todos devemos estar unidos e condenar tudo o que representa o ódio. Não há lugar para esse tipo de violência na América. Vamos continuar unidos", declarou.

Policiais armados são vistos na entrada da Trump Tower, em Nova York, durante manifestação contra o presidente dos EUA, Donald Trump, na segunda (14) (Foto: Eduardo Munoz Alvarez/AFP)

Na avaliação dos críticos, a mensagem divulgada no sábado deixou implícita uma condenação tanto dos manifestantes de extrema direita quanto dos anti-extremistas pelos violentos confrontos.

No domingo (13), a Casa Branca divulgou uma nota dizendo que o chefe de estado estava condenando todas as formas de "violência, intolerância e ódio" quando falou sobre os confrontos em Charlottesville, incluindo "supremacistas brancos, Ku Klux Klan, neonazistas e todos os grupos extremistas".

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