CRÍTICA GAME OF THRONES 7X06: BEYOND THE WALL - Tube News

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21 agosto 2017

CRÍTICA GAME OF THRONES 7X06: BEYOND THE WALL

Mais uma vez, chegamos ao penúltimo episódio de uma temporada de Game of Thrones, na qual normalmente ocorre o grande clímax. 



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Mais uma vez os showrunners David Benioff e D.B. Weiss e o veterano diretor Alan Taylor nos proporcionaram um espetáculo visual, repleto de grandes sequências de ação e suspense que fariam algumas obras cinematográficas morrerem de inveja.

Uma das maiores críticas que essa sétima temporada está sofrendo é a de que os roteiristas estão apressando a trama de uma maneira que não deveriam. Várias tramas e interações de personagens poderiam estar sendo muito melhor desenvolvidas e aproveitadas e não há como negar que esse “Beyond the Wall” sofre muito com isso.


Vamos recapitular: no decorrer dos 70 minutos do episódios, vimos Jon e seu Esquadrão Suicida conseguirem levar a cabo o estúpido plano de capturar um wight, na esperança de convencer Cersei a deixar as inimizades de lado e se unirem contra os White Walkers. Porém, houve um preço terrível: Thoros de Myr morreu (junto com outros red shirts), o que significa que Beric agora está oficialmente na sua última vida; Benjen Stark também se foi e, pra piorar, a maior vítima foi Viserion, um dos dragões de Daenerys que agora serve ao Rei da Noite. Daenerys, por sinal, viu os Outros com seus próprios olhos e agora está disposta a focar na guerra contra os verdadeiros inimigos, ao passo que Jon finalmente decidiu “ajoelhar-se” e prometer lealdade à Rainha Targaryen.

Mas o problema é que o caminho escolhido pelos roteiristas para chegar nessa conclusão foi repleto de conveniências forçadas. Comecemos com a prisão do morto-vivo em si: os heróis se encontram por “sorte” com um pequeno grupo de inimigos, cujo o único whight capturado não tinha sido transformado pelo White Walker que o acompanhava. É demais pra nossa inteligência.


Além disso Gendry, que além de ótimo remador, também é um perfeito maratonista, conseguiu alcançar a Muralha, enviar uma carta via corvo para Pedra do Dragão, e então Daenerys voou de volta com seus três dragões a tempo de salvar os heróis. Isso é no mínimo incoerente nas regras do universo que já estabeleceu que corvos demoram ao menos algumas semanas para chegarem ao seu destino. Pra piorar, a reintrodução inesperada de Benjen Stark foi realmente um puro “Deus Ex Machina” (recurso narrativo utilizado através de um elemento externo que salva o dia do nada), cujo único propósito pareceu ser apenas o de se livrar de mais um personagem sem função na trama.


É realmente uma pena, pois esse episódio trouxe algumas das melhores sequências de ação e suspense de toda a série. O urso-zumbi, os mortos-vivos encurralando os heróis no lago congelado, a trilha de Ramin Djawadi, o plano final… esses momentos foram repletos de incríveis efeitos visuais e um show de direção de Alan Taylor, garantindo mais alguns Emmys técnicos. Mas a jornada realizada até esse ponto poderia ter sido concebida com muito mais cuidado e atenção.

As interações entre os personagens também foram um dos pontos altos: o comportamento sem-noção do Cão e de Tormund nunca decepcionam, além das conversas de Jon com Jorah (nas quais eles lembram de seus falecidos e honrados pais) e com Beric (sobre o Senhor da Luz e o motivo pelo qual ainda vivem). Em contrapartida, o núcleo de Winterfell decepciona: a ideia de que Arya e Sansa ainda não tenham percebido que estão sendo manipulados descaradamente por Mindinho, não faz o menor sentido pelo que ambas já passaram. Eu cheguei a conceber uma teoria de que Sansa e Arya estariam cientes disso e encenando essas discussões apenas para enganar Mindinho, mas considerando o histórico da série (alguém lembra da “Arya Durden” e “Talisa espiã dos Lannisters”?), eu não me atreverei a ser otimista.


Por Allan Verissimo, do Ligado em Série
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