NÚMERO DE CRIANÇAS REFUGIADAS E MIGRANTES CHEGA A 300 MIL, DIZ UNICEF - Tube News

@otubenews

17 maio 2017

NÚMERO DE CRIANÇAS REFUGIADAS E MIGRANTES CHEGA A 300 MIL, DIZ UNICEF

Dado se refere a 2015-2016, quando cerca de 200 mil crianças não acompanhadas fizeram pedidos de asilo em 80 países ao redor do globo, enquanto cerca de 100 mil foram detidas na fronteira dos EUA com o México.

Campo de crianças refugiadas no Cox Bazar, no Bangladesh (Foto: REUTERS/Mohammad Ponir Hossain)


O número global de crianças refugiadas e migrantes que se deslocam sozinhas pelo mundo já chega a 300 mil, um aumento de quase cinco vezes nos últimos cinco anos, aponta um relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgado nesta quarta-feira (17). Dessas, cerca de 28% acabam como vítimas do tráfico humano global, de acordo com a entidade.

Entre 2011 e 2015, o número de refugiados no mundo subiu de 10,4 milhões para 16,5 milhões. Em 2010, a proporção do número de crianças refugiadas ao redor do globo era 1 entre 350, enquanto em 2015, a estimativa avançou para 1 a cada 200.

A ONU estima ainda que, entre 2015 e 2016, cerca de 200 mil crianças não acompanhadas realizaram pedido de asilo em 80 países ao redor do globo, enquanto cerca de 100 mil foram detidas na fronteira dos Estados Unidos com o México. Os dados, segundo a organização, representam um movimento “alarmante”, já que entre os anos de 2010 e 2011, foram registrados apenas 66 mil casos do tipo.

A Europa continua sendo um dos principais destinos a receber esse fluxo. O relatório aponta que cerca de 170 mil crianças desacompanhadas pediram asilo nos diversos países do continente, enquanto 92% das crianças que chegaram à Itália por mar em 2016 estavam desacompanhadas ou separadas de suas famílias.

Conflitos armados, desastres naturais, pobreza, casamento forçado e desigualdade de gênero são algumas das principais razões que incentivam as crianças a buscarem uma vida melhor longe de seus países. Pela falta de informação, muitas famílias acabam confiando em coiotes, entregando as crianças a travessias ilegais, que se tornaram um mercado de lucro, principalmente nos países mais problemáticos. Segundo o estudo, essas travessias podem custar até 58 mil euros, variando de acordo com a origem e o destino pretendido dos viajantes.

A África ao Sul do Saara e a região da América Central e do Caribe têm maior proporção de crianças entre as vítimas de tráfico detectadas.

"Os contrabandistas e traficantes cruéis estão explorando sua vulnerabilidade para ganho pessoal, ajudando as crianças na travessia de fronteiras apenas para vendê-las à escravidão e à prostituição forçada”, disse o vice-diretor executivo do Unicef, Justin Forsyth.

Acampamento de crianças refugiadas entre Sudão do Sul e Uganda (Foto: Associated Press)

Cúpula do G7
Antes da Cúpula do G7, que ocorre na Itália, entre os dias 26 e 27 de maio, o UNICEF está apelando aos governos participantes para que incluam o tema na pauta de discussão do grupo.

"Essas crianças precisam de um compromisso real dos governos ao redor do mundo para garantir sua segurança ao longo de suas viagens", disse Forsyth. "Os líderes reunidos na próxima semana no G7 devem conduzir esse esforço".

Tube News
Postar um comentário