PARA RESISTIR ATÉ 18 MIN SEM AR, ESTE RATO VIRA UMA PLANTA - Tube News

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20 abril 2017

PARA RESISTIR ATÉ 18 MIN SEM AR, ESTE RATO VIRA UMA PLANTA

Usando a frutose como reserva de energia, o simpático rato-toupeira-pelado ri da cara do perigo - e se dá bem em ambientes onde o ar quase não chega

(Foto: JANE REZNICK/GARY LEWIN, MDC/Reprodução)


Feio, sim, mas com conteúdo. Um verdadeiro alien da família dos roedores, o rato-toupeira-pelado é um bicho estranho não só por causa da aparência. Por trás desse corpo enrugado, sem pelos e de dentões enormes, há uma capacidade de sobrevivência inacreditável.

Pesquisas anteriores já haviam descrito sua habilidade de nunca contrair câncer, e os resultados de um estudo inglês adicionam mais um tópico à lista de bizarrices que o envolve: conseguir ficar sem oxigênio numa boa, por incríveis 18 minutos. Mais intrigante que a habilidade, é como ele se vira para fazer isso – imitando um mecanismo metabólico até então exclusivo das plantas.

Assim como os demais mamíferos, os ratos-toupeira-pelados obtém sua energia a partir da queima de glicose. Havendo oxigênio, a glicose é transformada pelo corpo em ATP, molécula menor que é a fonte primária de energia das células.

Numa emergência, a quebra da glicose sem oxigênio pode ser mantida por curtos períodos, apesar de ser 20 vezes menos eficiente. Mas a vida embaixo da terra não é das mais fáceis – tanto que o ar em abundância pode ser considerado artigo de luxo. A solução encontrada pelos rato-toupeira foi simplesmente passar a produzir ATP a partir de frutose – processo que tem custo zero de oxigênio.

A frutose é o principal carboidrato de reserva das plantas. Ela é um dos produtos da fotossíntese, juntamente com a glicose e a sacarose. Estas outras duas são transformadas em frutose a partir de uma série de reações químicas, e ficam armazenadas nos frutos ou sementes das plantas – e são obtidas pelos animais por meio da alimentação.

Os ratos-toupeira conseguem utilizá-la como fonte energética porque possuem moléculas e enzimas capazes de quebrar a frutose – que tem bem menos energia, mas que pode representar a sutil diferença entre morrer e permanecer vivo.

Por Superinteressante
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