G7 NÃO TEM CONSENSO SOBRE NOVAS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA - Tube News

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11 abril 2017

G7 NÃO TEM CONSENSO SOBRE NOVAS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA

Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e dos Estados Unidos buscam formas de pressionar a Rússia a distanciar-se do presidente sírio.



O fato de que a visita de Rex Tillerson a Moscou está acontecendo é algo revelador. A Rússia reagiu com raiva à greve de mísseis dos EUA na Síria na semana passada, condenando-a como um "ato de agressão". 

No entanto, Moscou tem o prazer de sediar o secretário de Estado dos EUA. Ele vai se encontrar com seu homólogo russo Sergei Lavrov e uma reunião com o presidente Putin não pode ser excluída. Mas a experiência mostra que Moscou não aceita bem ameaças ou ultimatos. 

Se Tillerson pensa que pode enfraquecer o apoio de Moscou ao presidente Assad, talvez precise repensar. O presidente sírio é o principal aliado militar da Rússia no Oriente Médio. A Rússia tem investido pesado - militar, politicamente e financeiramente - para mantê-lo no poder.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros estavam buscando uma posição comum sobre o conflito sírio, antes que o secretário de Estado dos EUA voe para a Rússia para tentar persuadi-la a abandonar seu aliado sírio.

 As nações concordaram que não havia solução para a crise da Síria com o presidente Assad no poder. Mas as propostas do Reino Unido para alvejar sanções em altos líderes militares foram marginalizadas. 

A diplomacia na cidade italiana de Lucca segue o último uso aparente de armas químicas na Síria. A Síria negou que tenha realizado um ataque químico na cidade de Khan Sheikhoun, na capital rebelde, na semana passada, que deixou 89 mortos. Em resposta, os EUA dispararam 59 mísseis de cruzeiro em uma base aérea síria que, segundo ele, estava implicada no ataque. 

Falando após o fim da reunião do G7, o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson disse que a greve de mísseis "era necessária como uma questão de interesse de segurança nacional dos EUA". 

"Nós não queremos que o arsenal descontrolado de armas químicas do regime caia nas mãos de Isis ou de outros grupos terroristas que poderiam e querem atacar os Estados Unidos ou nossos aliados. 

"Nem podemos aceitar a normalização do uso de armas químicas por outros atores ou países na Síria ou em outros lugares". 

Tillerson se dirigirá a Moscou para conversas sobre a Síria na terça-feira, na esperança de persuadir os russos de que têm um aliado pouco confiável no presidente Assad

O chanceler italiano, Angelino Alfano, afirmou nesta terça-feira (7) diz que "não há consenso" no G7 - grupo das sete maiores economias do mundo - para aprovar novas sanções contra a Rússia por causa do apoio ao regime sírio. O encontro dos líderes na cidade de Lucca, na Toscana, na Itália.

O presidente Bashar al- Assad é acusado de ter feito um ataque químico na cidade dominada por rebeldes de Khan Sheikhoun, no norte do país, que deixou ao menos 80 mortos.

O grupo, porém, reforça sua intenção de apoiar as sanções já existentes contra a Rússia por conta das suas atividades militares na Ucrânia, segundo a Associated Press.

Os ministros de Relações Exteriores de Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e dos Estados Unidos buscam formas de pressionar a Rússia a distanciar-se do presidente sírio.

Como pressionar a Rússia?
Os dois dias de reunião em Lucca serão dominados por uma busca coletiva por argumentos para persuadir Putin de que ele deve pôr fim ao apoio militar da Rússia a Assad e ajudar a acelerar negociações para uma transição política, segundo o correspondente diplomático da BBC James Robbins.

A Rússia já está sob uma série de sanções impostas pelos EUA e pela União Europeia em resposta à anexação da Crimeia e à crise no leste da Ucrânia. Os alvos das sanções são negócios e indivíduos russos, além de setores-chave da economia ligados à elite política do país, de acordo a BBC.

Por BBc e G1
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