O DESERTO DO SAARA PODE SER OBRA HUMANA - Tube News

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15 março 2017

O DESERTO DO SAARA PODE SER OBRA HUMANA

Há 10 mil anos, o norte da África era um local úmido. O clima mais seco, não por coincidência, veio apenas com os primeiros fazendeiros Homo sapiens

O gigante deserto do Saara, no continente africano

Há mais de 10 mil anos, com o fim da última era glacial, o deserto do Saara, no norte da África, se tornou um lugar úmido o suficiente para abrigar vegetação similar à de uma savana. Animais acostumados a um pouco de sol na cabeça, como as girafas, se mudaram para a região, e a espécie humana — que nessa altura já havia percebido que domesticar os bichos podia ser uma ideia melhor que caçá-los — levou rebanhos de ovelhas para pastar onde hoje há apenas dunas de areia.

5 mil anos depois, segundo a versão mais aceita, mudanças climáticas fecharam a torneira dos céus, o Saara secou e todo mundo voltou correndo para as margens úmidas do Nilo atrás de água. Agora, o arqueólogo David Wright afirma que a culpa dessa virada brusca foi do próprio ser humano — e de seu hábito de criar mamíferos que dão lã.

O pesquisador da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, não põe muita fé em propostas que atribuem a criação do deserto a fenômenos que estão fora do nosso alcance — como uma leve alteração na órbita do planeta. “No leste da Ásia, há teorias confiáveis sobre como povos do período Neolítico mudaram a paisagem a ponto das chuvas da estação úmida pararem de penetrar no continente”, explicou ele em uma declaração à imprensa. No artigo científico, o autor afirma que os primeiros fazendeiros e pastores da América do Norte e a Nova Zelândia também secaram seus próprios ecossistemas.

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